Medo de sentir medo

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Quando me perguntam do meu maior medo, a resposta é curta e objetiva: medo de sentir medo. Eu sei que é algo meio que complexo, mas repare que ninguém quer ser covarde, ninguém quer ferir o seu auto ego e por isso o medo do medo. Porém acabei sendo vulnerável e virei refém do mesmo.Noite passada eu parei pra pensar e cheguei a conclusão de que sofro de “medo do tempo”. Eu tenho medo do que o tempo pode me trazer e do que pode levar de mim.
Por outro lado, ele me ajudou. Ele também me fez mudar. E é disso que eu também tenho medo. Medo de mudar e me tornar alguém sem perspectivas ou talvez, alguém sem valor algum, sem raízes, um nada, um ninguém. Foi quando parei e vi que eu sou o que eu quiser me tornar e vi também que o medo é só outra escolha. Escolha, essa que devemos dispensar, pois ela só adia, magoa e nos impede de seguir em frente… Eu queria, queria muito, mas explicar qualquer furacão que passa aqui dentro é uma falta eterna de palavras. Todavia, acho que o problema é que eu nunca soube explicar nada, nem de mim e nem da vida, veja lá dos meus medos. A minha esperança é ter o olhar certo para cada sentimento e que esse olhar diga por mim se vou ou volto, se continuo ou paro, se quero ou não quero, se deixei para lá ou se o medo ainda mora aqui.O medo sempre vai morar aqui, é inevitável. Posso superar um medo, mas sempre irá haver outro. E conforme o vamos superando, vamos crescendo também.Sempre quis crescer, ser independente, madura. Mas agora penso na mudança que as coisas que me aconteceram fizeram em mim. Talvez eu tenha saudade de quem eu era. Das coisas que eu acreditava.Eu fiz escolhas. Algumas erradas, outras certas. Mas todas elas me levaram até aqui. E me tornaram quem eu sou hoje.O medo me fez me fechar, me fez ter medo do próprio medo. Me envolvi em uma proteção criada por mim , para me proteger do sofrimento, da mágoa. Mas quem disse que adiantou?Não estamos  livres de sofrer, mesmo nos fechando. E isso só faz mal. Por mais que seja difícil as vezes, precisamos sentir que podemos fazer tudo de novo  que nosso coração pode acreditar novamente. E foi isso que eu fiz, mesmo morrendo de medo por dentro. Deixei ele entrar, mesmo com meu coração cheio de feridas, e ele entrou. Agora que estou longe, tudo só confirma os meus sentimentos por ele.Como eu lembro de cada coisa, de cada momento junto a ele, e como dói lembrar das nossas últimas palavras, de tudo que foi dito. Me sinto alguém melhor, me sinto bem junto a ele, me sinto protegida,forte.E talvez venha dai a necessidade dele. Agora tudo que eu queria é que as coisas estivessem normal, e que só houvesse eu e ele, porque dai seria completamente perfeito. Agora tenho a plena certeza de que quero ele presente na minha vida, e agradeço ao tempo por ter feito eu enxergar isso.


Cybelle Santos.Gosta de ser chamada de Cyh ou Nina, tem 21 anos, mas costuma dizer que tem um coração de 17. Mora em São vicente,São paulo. Está cursando publicidade e propaganda, é blogueira por prazer e escritora por paixão.Pretende ainda cursar jornalismo, lançar um livro( que está prestes a sair) e conhecer Austrália, EUA e Inglaterra. É viciada em livros, filmes, seriados, histórias, música e palavras. Blog | Twitter

Um comentário:

  1. ester25/7/13

    que texto lindo!amei!

    http://menina--estilosa.blogspot.com.br/

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