Quase amor.


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Eu quase me apaixonei por você. Você era um bom pretendente e quase me fez abandonar minha racionalidade e me entregar. Eu quase me entreguei. Eu quase fechei os olhos sem medo mesmo, por você. Eu quase me deixei ser convencida por seus sorrisos, por suas cantadas bregas, por suas promessas ditas da boca pra fora.

Poderia ter sido você. A gente era bom juntos. E quando estava em seus braços eu achava que tinha encontrado meu lugar –aquele cantinho que colocaria minha alma inquieta em paz, aquele cantinho que me faria esquecer minhas feridas –A gente tinha um bom potencial. Eu até cruzei nossos signos para ver se combinávamos e eu nem acredito em signos. Mas combinavam. Os signos. E a gente.

Eu quase dei minha música preferida para você. Eu quase te tornei o meu personagem preferido dos textos. E quase li você naquele poema que eu amo. E quase cantei aquela música clássica do Nando Reis: "Estranho seria se eu não me apaixonasse por você..." Mas isso não era estranho. Estranho mesmo era ter quase achado que era você. E se a gente tivesse ficado mais uma semana juntos, eu sabia, teria me apaixonado por você.

Não me apaixonei.

E foi por quase, foi por muito pouco, foi por você. Se dependesse de mim eu teria te deixado entrar no meu coração, eu teria te convidado. Eu teria amarrado uma fita de presente em volta de mim e me dado a você. Sem ter nenhum medo. Mas você percebeu a tempo que a gente não combinava tanto assim, que não éramos tão bons assim, que não devíamos ir além do que fomos.

E me salvou. De uma dor desesperadora, de choros infindáveis, de sentir ódio de você. Me salvou de quase ter te dado minha música preferida a você e estragado-a para sempre, de quase ter lido você naquele meu poema,de quase ter me dado a você. Me salvou de quase ter me apaixonado por você ao me fazer perceber que quasenão é amor.

Que foi quase, mas ainda não foi você.

Fernanda Campos, 21 anos com coração de menina que é sempre capaz de acreditar outra e outra vez. Mineira, mas de coração tão paulistano que se tornou são paulina (fa-ná-ti-ca). Apaixonada por livros, cafés, palavras e sentimentos. Psicóloga em formação, autora do livro Uma Dose de Café, que, quando nada dá certo, senta, respira fundo, toma um café e faz um texto. Twitter |Blog

Um comentário:

  1. Marcela24/7/13

    Lindo texto!

    Beijos
    m-demarcela.blogspot.com.br/

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