Hoje eu quero voltar sozinho - Berlin Review



Os jovens atores e também brasileiros Guilherme Lobo, e Fabio Audi voltam com tudo neste longa mais que premiado, do diretor Daniel Ribeiro.

BERLIM: Quando um adolescente com deficiência visual encontra um novo garoto em sua classe, ele se apaixona perdidamente em todos os sentidos de amor a primeira vista, exceto o literal. Hoje eu quero voltar sozinho foi o curta que deu a ideia ao roteirista Daniel Ribeiro a escrever o "Hoje eu quero voltar sozinho", uma ótima produção, e um dos longas mais doces e incríveis que alguém pode querer ver.

O filme é uma versão longa metragem do curta Hoje eu quero voltar sozinho, premiado do mesmo diretor em meados de 2010. Com os mesmos atores de volta nesse longa, só que agora um pouco mais velhos. Daniel Ribeiro foi em si um excelente diretor que soube impor os conflitos nessa trama, fora as participações coadjuvantes mais convincentes e com um enfoque completamente novo, pois neste longa "Léo" (Guilherme Lobo) busca suas descobertas e independências de sua amiga Giovana(Tess Amorim).


hoje

Leonardo (Guilherme Lobo) é cego desde que nasceu, e por consequência, nunca se quer viu o rosto de sua melhor amiga Giovana (Tess Amorim). Ambos sentam lado a lado na sala de aula, a onde Giovana pode dar o apoio ao seu amigo, e ele sempre usando uma maquina de escrever em braile na sala de aula para escrever suas notas. Sua rotina que até então era bastante familiar e tranquila, acaba por um momento em que Giovana, acha (ela não fala né?! Mas, pela expressão fácil dá para ver a cara de "ilusão" dela) que a gracinha de cabelos encaracolados que entrou na classe chamado de Gabriel (Fabio Audi) está interessado nela. 

Em seu auge dos 16-17 anos, Leonardo e Giovana vivem em um ambiente suburbano na grande São Paulo. Após o interesse de Giovana em Gabriel o chateamento fácil dela é evidente, mas infelizmente Léo não pode ver, e nem se quer pegar qualquer pista deste chateamento diretamente no rosto da amiga. O foco que Daniel Ribeiro tomou para este novo longa é um Up incrível que ele deu aos personagens, a vida que eles tiveram ali, a bondade estampada no rosto de cada um com uma pequena mistura de inocência. O enredo que conta a trajetória de Léo que tem que deixar seu casulo protetor de infância que é Giovana para trás e se auto descobrir, até onde pode chegar é incrível, é fascinante.




Giovana é extremamente protetora de Leonardo, e acaba ficando chateada quando Gabriel passa a tomar seu lugar na vida de Leonardo, seu chateamento fica muito visível, embora tenha um pouco de ciumes e um pouco de "dor" pela admiração por Gabriel. A preocupação pela busca de da independência de Leonardo também afeta seus pais, que nem por um momento deixam o filho sozinho em casa para ir em uma esquina comprar pão, ou pensamentos em fazer intercambio, mudança de cidade ou quaisquer que sejam as vontades. A preocupação agora é que Léo já está (e) se tornando um homem e eles tem que deixar o "ar" de filhinho para trás e deixar o filho crescer com as próprias experiencias.

A independência de Léo (o que significa fazer suas próprias escolhas, até mesmo amorosa) escolhendo Gabriel, ele não parece que quer "respostas" sobre o sentimento, que é bem vindo em seu coração, e ele parece agir naturalmente com a ideia de estar gostando de um garoto.

Uma cascata de momentos embaraçosos, pode pegar você de surpresa no longa, que mostra o momento em que: Léo, Giovana, Gabriel participam de uma festa, a onde tem o jogo da garrafa em uma festa de classe de uma colega da escola (Isabela Guasco).




Geralmente, no entanto, o roteiro de Ribeiro , que é de mármore com momentos de humor , bem como emoção , sente-se muito bem em sintonia com a vida emocional em conflito de seus personagens adolescentes, que muitas vezes recuar para a segurança de sua zona de conforto infância depois de cada emocionante, mas também assustador excursão para o desconhecido de um adulto. Ribeiro também tece em vários linda áudio, bem como leitmotiv visuais , incluindo os gostos musicais contrastantes do casal brotamento e sonho aparentemente impossível de Leo simplesmente  andar de bicicleta pelas estradas de São Paulo.


Lobo é fascinante como Leonardo e , em relação ao resumo, ele é oferecido uma gama muito maior de emoções para jogar aqui , sugerindo Leonardo , um dia, fazer um bom rapaz e bem ajustada uma vez suas explosões ocasionais sobre o desejo de ser tratado como qualquer outro filho vai ter finalmente desgastado aqueles ao redor dele para baixo. Apesar de não cegar a si mesmo, a marcha do ator  transmite a todos  seus personagens outros sentidos são constantemente bem acordado para compensar sua falta de visão. Audi e Amorim também transformam seus personagens em seres humanos encorpados , com Audi trazendo uma afabilidade expansivo ainda por Gabriel que deixa claro que mesmo um menino cego seria totalmente possível se apaixonar por ele. Enquanto Amorim acrescenta uma fragilidade para Giovana que garante que o seu terceiro destino é tranquilo devastador.

Especificações finais: 
Local: Festival de Berlim (Panorama )
Produtora: Lacuna Filmes
Elenco: Ghilherme Lobo, Fabio Audi , Tess Amorim, Lucia Romano , Eucir de Souza , Selma Egrei
Escritor - Diretor: Daniel Ribeiro
Produtores: Daniel Ribeiro, Diana Almeida
Diretor de fotografia : Pierre De Kerchove
O desenhista de produção : Olivia Helena Sanches
A figurinista : Carla Boregas
Edição: Christian Chinen
Vendas : Films Boutique
Sem classificação , 96 minutos

E você.. Tá ansioso ? 
Reveja: Hoje eu não quero voltar sozinho :
Hoje eu quero voltar sozinho - Berlin Review Hoje eu quero voltar sozinho - Berlin Review Reviewed by Vitor Lessa on sexta-feira, fevereiro 14, 2014 Rating: 5

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