Você faria o que eles fizeram por amor?


Casal foge para se casar por que família não aprova a união. Parece coisa de antigamente, mas não é. Essa história de amor proibido, estilo Romeu e Julieta, acontece hoje, no Afegasnistão. Muhammad Ali (21) e Zakia (18) querem se casar. Só tem um porém: Zakia é da etnia Tajik e é sunita, e Muhammad Ali é Hazara, etnia xiita.
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As duas correntes são inimigas. E isso, no islamismo,
é levado muito a sério.
Os dois se conheceram quando eram crianças, mas perderam o contato quando ela entrou na puberdade (depois dessa fase, as meninas ficam em casa e só saem na rua se estiverem acompanhadas de parentes mais velhos). Mas parece que o destino quis dar uma forcinha. Quando se encontraram sem querer novamente, Muhammad Ali se apaixonou e enviou um celular para Zaika. Foram 4 anos se falando apenas pelo telefone, uma vez por semana. E seria uma linda história de amor, se não fosse pelo que viria a acontecer.
Quando Muhammad Ali foi pedir a mão da amada, a família da noiva se opôs completamente. Zakia chegou a ser agredida pelo pai e o caso chegou à Secretaria da Mulher de Bamian. Muhammad Ali também foi agredido pelo pai e irmãos e chegou a ser hospitalizado. Da mesma etnia que Zakia, o juíz obrigou a menina a voltar para a casa dos pais. Quem a salvou e a encaminhou para um abrigo foi a secretária Fatima Kazimi, que pouco depois, foi destituída do cargo.
E o drama do Romeu e Julieta do Afeganistão continua. Zaika está no abrigo há 5 meses e se sair, tem medo de ser morta pela família. A própria mãe a xingou de prostituta e o pai e os irmãos a ameaçaram. No Afeganistão é assim. As mulheres ainda não têm o direito de escolher com quem se casam (aliás, quase não têm direito de escolha nenhuma). Se fazem algo que foge às regras, significa que estão envergonhando a hora da família, principalmente do pai

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