bibliotecários tiram a roupa em favor de financiamento de biblioteca LGBT



A ideia surgiu a partir do momento em que as pessoas começaram a desvalorizar cartilhas e livros de educação e sexualidade, já que vivemos em um país completamente conservador em pleno século 21. Quando se pensa em biblioteca é natural pensar em livros e em uma bibliotecária, mas raramente alguém pensa em um homem nesse cargo, e foi isso que fez o diferencial na ideia propagada por Cristian Santos, um ex-vendedor de cocadas, ao qual teve a brilhante de ideia de criar um calendário destinado para venda e financiamento da biblioteca da cultura LGBT.

A ideia de Cristian serviu para quebrar estereótipos, e claro: Chamar a atenção de muita gente. O calendário foi produzido com modelos amadores, e todos bibliotecários que abraçaram a causa, todos morando em estados diferentes.

 "Tinha que fazer algo que sensibilizasse as pessoas para a causa e pudesse realizar doações. Escolhi homens para quebrar o estereótipo que existe no próprio meio de que apenas mulheres trabalham na área", diz.

Cristian também conta que não esperava que a ideia ganhasse a repercussão que ganhou na web, já que a ideia inicial e fixa era apenas o arrecadamento de dinheiro com as vendas. Até o presente momento mais de 500 exemplares á cinquenta reais, já foram vendidos.

Caso o calendário dê certo, a Biblioteca da Diversidade será um espaço para discutir intolerância sexual e religiosa. Além de atender o público LGBT, o espaço também visa contemplar religiões que sofrem preconceito como, por exemplo, as de matriz africana. "A cada 28 horas um homossexual é assassinado no Brasil. No ano passado, vários terreiros de candomblé sofreram invasões. Por isso, queria criar um espaço onde essas minorias poderiam ler e não sofrer preconceitos", diz Cristian.
"Inicialmente, gostaríamos de arrecadar R$ 2 milhões para a compra de um espaço na Asa Sul (área central de Brasília). Sei que é ambicioso, mas não custa sonhar", diz o bibliotecário. Até o momento, Cristian reúne um acervo de livros em sua casa. Todos os custos do local são arcados do bolso do bibliotecário (que trabalha na Câmara dos Deputados): "No momento, tudo funciona na minha casa. Mas queria um espaço com café e toda infraestrutura".
A ideia que está sendo colocada em prática vem de alguns anos, quando o bibliotecário ainda era estudante: "Quando estava na UnB, presenciei uma coisa que me chocou: uma menina lésbica pegou um romance LGBT. Ela não viu, mas eu vi a bibliotecária fazer caras e bocas. E tudo o que eu quero é um espaço para que isso não aconteça".
Confira alguma das páginas do calendário:








Partes das informações contidas na noticia, foram retiradas do site UOL.

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