[CRÍTICA] Lucy

Titulo: Lucy
Ano: 2014
Diretor: Luc Besson
Gênero: Ficção científica, ação
Distribuição: Universal Pictures
IMDB: 6,4
Adorocinema: 4,0
Avaliação: 10,0


Sinopse: Quando a inocente jovem Lucy (Scarlett Johansson) aceita transportar drogas dentro do seu estômago, ela não conhece muito bem os riscos que corre. Por acaso, ela acaba absorvendo as drogas, e um efeito inesperado acontece: Lucy ganha poderes sobre-humanos, incluindo a telecinesia, a ausência de dor e a capacidade de adquirir conhecimento instantaneamente.


Resenha
REPRODUÇÃO


"Não seja idiota, ninguém morre de fato" - Foi a frase chave para que todo o filme tivesse um sentido novo para mim, Lucy, já não era apenas um simples filme de ficção científica.

Basicamente é um filme que fala da evolução do homem e de sua capacidade intelectual e de seu desenvolvimento cerebral. No início do filme podemos ver uma mescla de acontecimentos, que variam de uma palestra e dos acontecimentos vividos pela personagem principal, que procuram por sua vez, tentar explicar a evolução á qual o corpo de Lucy está passando.

Lucy tinha uma vida comum como qualquer pessoa, mas foi sequestrada por bandidos, e vendida á desconhecidos, com um saco de CPH4 implantado dentro de seu corpo por meio de intervenção cirúrgica. A droga colocada em seu corpo tem reações químicas fortíssimas, que fazem com que ela crie habilidades especiais, e tenha um domínio maior sobre o mundo á sua volta e maior domínio sobre sua capacidade intelectual, o que á faz passar de 10% para 20% e sucessivamente, até chegar no potencial máximo.


REPRODUÇÃO

"Quando o ambiente em que o organismo vive é favorável ele escolhe a reprodução, mas quando não é, ele escolhe a imortalidade" - Essa frase grava em todos os sentidos possíveis, pois ela é capaz de dar sentido á todas as outras cenas que vem á seguir. 

Essa frase inclusive faz parte da teoria da evolução apresentada por Charles Darwin em 1859. E quase todos os estudos deste professor são voltados para a teoria de Darwin.

O filme apresenta uma nova teoria para explicar a existência de tudo o que existe no mundo relacionado á vida. Em dado momento, Lucy explica que o mundo não é feito de matéria, mas que o tempo é o responsável por tudo, e ainda nos dá um exemplo claro e um tanto reflexivo sobre sua tese: Imagine um carro em uma rua andando á certa quilometragem, você consegue o ver, mas se você o acelerar infinitamente, você o verá sumir, e não o verá mais. - O tempo é o fator principal para que tudo o que há de vida e matéria, exista

Apresentando uma série de fatos curiosos que podem e devem ser explorados, não somente pelo crescimento intelectual, mas para reflexão de certos aspectos de nossa vida. Um exemplo: 1+1 é igual á 2, porém, 1+1, nunca foi igual á dois, na verdade nunca existiram números e nem alfabeto, são simples "armas" criadas pelos seres humanos para explicitar aquilo o que não conseguem entender, ou ir mais fundo a ponto de cria-los para simplificar a existência do ser humano.

A capacidade intelectual do homem é superior á de quase todos os seres, exceto á do golfinho. Enquanto o homem usa 10% de sua capacidade cerebral, os golfinhos utilizam 20%, mas tudo isso de forma despretensiosa - o organismo do animal o permitiu essa evolução.

As células do corpo humano são consideradas inferiores e nos impõe á várias perguntas, como por exemplo: E o que aconteceria caso o homem atingisse 100% de sua capacidade intelectual ? É isso que o filme procura responder.

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Obviamente, o homem jogou todas essas teorias por terra, acreditando que o homem não utiliza apenas 10% de sua capacidade intelectual, como podemos ler abaixo:

O mito do uso de 10% do cérebro é uma lenda urbana que afirma que só se utiliza um décimo da capacidade do cérebro, de modo que grande parte dele é inativa. Segundo a crença popular, se todo o cérebro fosse utilizado, o indivíduo desfrutaria de habilidades sobre-naturais. Alguns argumentam que a porção inativa do cérebro esconde funções psicocinéticas e psíquicas em geral além de a possibilidade de percepção extra-sensorial. Afirma-se que algumas pessoas de QI muito elevado usariam mais do que 10% do cérebro, tal ideia é muitas vezes atribuída a Albert Einstein e Margaret Mead. Portanto, sugere-se que a inteligência de uma pessoa está ligada à porcentagem do cérebro que ela utiliza.


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Embora a capacidade intelectual do indivíduo possa aumentar ao longo do tempo, a crença de que grande parte do cérebro é inutilizado e, essencialmente, só se faz uso de 10 % do seu potencial efetivo não tem base científica e é desmentida pela comunidade científica. Embora ainda não se conheça o funcionamento de todo o cérebro, já se sabe que todas as suas regiões são ativas e que têm funções determinadas.

A tese apresentada no filme é fantástica e nos impõe questionamentos, mas de acordo com a ciência, não há o que se pensar, já que todas as partes do cérebro já possuem suas funções determinadas, então não há porcentagem á se conquistar.

Mas, a verdade é que nunca saberemos de fato se estamos tão evoluídos quanto pensamos estar, ou se podemos conquistar mais do que criações, invenções e outros mais. 

O filme é fantástico e apresenta ideias incríveis, honestamente me senti muito mau por perceber que o filme é de 2014, e que eu só tive acesso, e vontade de vê-lo em 2016. 

É claro que baseado na nossa escola de 10 estrelas, o filme recebe todas elas por seu roteiro incrível.

Crítica
Quando uma produção como essa aparece, as nossas críticas são dispensáveis, por que não há palavra capaz de explicitar os sentimentos em relação á toda a produção, elenco e roteiro.
Lucy é definitivamente o melhor filme de ficção científica já produzido.

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