A luta dos armênios e a tragédia de 1915

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1915, segundo ano da primeira guerra mundial à mais sangrenta de todos os tempos até a existência da segunda. A primeira guerra mundial teve seu inicio em 1914 e durou até 1918, quatro anos de muita desgraça, perda e massacre.

De um lado, a aliança quase que invencível: Reino Unido, Alemanha e Russia, do outro lado: Áustria, Hungria, Itália e boa porcentagem do império alemão. Sem sombra de dúvida a primeira guerra mundial foi um dos acontecimentos que mais marcaram o mundo.

Durante o período da primeira guerra mundia, outras potências, povos e países buscavam seus interesses pessoais e na Armênia, não era diferente.

Turcos, armênios, curdos, gregos, judeus e outros povos conviveram por séculos no Império Otomano. No século 19, o império começava a perder seus territórios na Europa e, com o início da 1ª Guerra Mundial, o governo otomano temia perder também as terras ocupadas historicamente pelos armênios na Ásia Menor. Além disso, os armênios estavam situados na fronteira entre os impérios otomano e russo, o que interessava a ambos pela posição estratégica de guerra.
Como tudo aconteceu


No dia 24 de Abril de 1915, 250 líderes e intelectuais foram presos em Constantinopla, atual Istambul, capital do Império Otomano. A partir de então tropas regulares e paramilitares se dirigiram para cidades de todo o país obrigando as famílias armênias a deixarem suas casas em caravanas de deportados rumo aos desertos da região, principalmente Der-el-Zor. Centenas de milhares de armênios foram deportados de suas casas e terras. Muitos morreram no caminho por fome, sede, inanição, moléstias ou atacados pelas tropas que deveriam zelar pela sua integridade física.
A estratégia do governo otomano foi bem arquitetada. As mortes por inanição no interior do Império permitiam que as autoridades alegassem que os armênios estavam morrendo por condições oriundas do cenário de guerra. As potências ocidentais, envolvidas na I Guerra Mundial, afora alguns protestos formais, pouco fizeram para impedir as matanças.
Não apoio do governo turco
IRANIANAS DE ORIGEM ARMÊNIA, PEDEM  RECONHECIMENTO DA ATROCIDADE NO BRASIL.

Até hoje o governo turco não aceita a alegação que o país antecessor da República da Turquia, o Império Otomano tenha cometido genocídio contra o povo armênio. Além de argumentar com base em fatos históricos distorcidos e dados maquiados, o Estado turco toma medidas autoritárias para evitar que dissidentes apoiem as reivindicações armênias, como a aplicação do artigo 301 do Código Penal que pune com prisão aqueles que ofenderem os valores da nação turca. Esse dispositivo já foi utilizado diversas vezes contra intelectuais que alegaram que os armênios otomanos foram alvo de um genocídio.
Hoje, a principal luta de milhões de armênios e não armênios é pelo reconhecimento mundial das atrocidades cometidas pelos Jovens Turcos durante a I Guerra Mundial como um genocídio. Até agora, mais de vinte países reconhecem a existência do genocídio armênio (ver Quem Reconhece). Porém, o Brasil não figura nessa lista. Todos os anos, na semana do dia 24 de abril, manifestações públicas em memória das vítimas do genocídio são organizadas em São Paulo, com o objetivo de dar visibilidade ao acontecimento histórico, à luta do povo armênio e pedir reconhecimento aos governos de Brasil e Turquia, dentro dos marcos democráticos e pacíficos. Como diziam os armênios mobilizados em 2005, “não há ódio, só mágoa”.
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Obtenha mais conhecimento da luta de todos os armênios no site oficial "Genocídio armênio". Mais de vinte países reconhecem esta terrível tragédia contra o povo armênico, ajude-nos a fazer o Brasil abrir os olhos e enxergar essa realidade.
A luta dos armênios e a tragédia de 1915 A luta dos armênios e a tragédia de 1915 Reviewed by Vitor Lessa on terça-feira, junho 07, 2016 Rating: 5

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