[ANÁLISE+CRÍTICA] DOCE VINGANÇA 3 - A justiça é MINHA

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"A justiça é minha" é o terceiro filme da trilogia doce vingança. Neste filme teremos o prazer de reencontrar Jennifer Hills, uma mulher fragilizada que tem sua vida, sonhos e desejos destruídos após ter sido abusada por cinco homens em uma cabana alugada pela mesma fora de sua cidade para escrever um romance.

Reconstruindo sua vida aos poucos mas cheia de pesadelos e sonhos perturbadores de seus agressores, Jennifer se vê cada vez mais perdida. Além do mais, após o acontecimento ela perdeu toda a vontade de se relacionar com todo e qualquer homem ou qualquer outra pessoa que segundo ela, ofereça perigo.

Neste filme a protagonista não irá vingar seus agressores, mas os agressores daqueles que à cercam já que a justiça é tão falha em corrigir, ela mesmo fará isso. Jennifer passa a frequentar um grupo de jovens que já foram violentados sexualmente para poder se sentir melhor ouvindo histórias de outras pessoas, neste grupo ela conhece Marla, uma garota bem da pesada que à faz se sentir cada vez mais viva e mais forte, parece que os medos somem quando ela está por perto, porém Marla é assassinada e isso desencadeia uma série de assassinatos e desperta com mais furor o ódio de Jennifer por todos os homens.


Análise

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De acordo com a psicologia o estado mental em que se encontra a Srª Hills é completamente compreensível. Quando um ser passa por uma situação considerada traumática e deixa marcas físicas ou emocionais a tendência da vítima em questão é criar mágoa, raiva, ódio e remoer por diversas vezes na vida o acontecimento se mantendo preso por muitas das vezes dentro de uma realidade que já não existe. 

É possível afirmar que o ódio por um acontecimento que não foi sanado por completo além de criar uma fixação psicológica na vítima também é capaz de criar laços de ódio e doenças que por muitas das vezes uma cadeira de um escritório de psicologia não é capaz de curar.

A dor e raiva causados por uma lembrança que não foi dispersa na cabeça da vítima que passou pelo ocorrido pode gerar depressão e prejudicar os futuros relacionamentos da vítima com quaisquer outras pessoas. 

Guardar para si o motivo da raiva e do rancor potencializa a angústia e por isso é necessário ponderar e ter pitada de maturidade na hora de lidar com estes fatos, ter com quem desabafar é o ideal - mas não suficiente. 

"A raiva é a irmã mais velha do fracasso" se a raiva está sendo alimentada é por que de alguma forma ou você sente que fracassou em algo grande na sua vida, ou você simplesmente não consegue prosseguir até que todos os planos e pensamentos que você tem em mente sejam sanados, levando isso à obsessão e patologia.

O psicólogo Chris Almeida explica que todo sentimento de raiva é fruto de uma frustração. Chris acredita que a raiva é fruto de uma expectativa que foi frustrada em algum momento e que não devemos trabalhar em cima desta raiva, e que nem tudo será como queremos, e ainda exemplifica da seguinte forma: Suponhamos que você esteja andando da sala até a cozinha e acaba batendo o dedão do pé na quina de uma mesa, é instantâneo você ficar com raiva, mas você não pode culpar outras pessoas pelo fato da mesa ter te impedido de chegar até a cozinha, e esta raiva é fruto de uma frustração e de uma expectativa que não foi suprida em sua totalidade.

Doce vingança I nos mostra toda a expectativa que a Srª Hills depositava no xerife da cidade acreditando que o mesmo iria protegê-la, isso se evidencia também no terceiro filme da trilogia. A raiva e todo o ódio do acontecimento da senhorita Hills pode estar relacionada não somente ao acontecimento, mas também à todo expectativa depositada pela mesma no xerife, se a mesma tivesse voltado para sua casa quando tivesse percebido algum de estranho na cidade, isso não teria acontecido, então cria-se laços de ódio com duplicidade: O acontecimento e a expectativa.

Na hora da raiva a emoção fala mais alto sob o efeito da angústia, principalmente se todo o acontecimento que nos deixa neste estado estiver guardado apenas conosco. A racionalidade deixa de existir quando a angustia se faz presente, por isso não conseguimos pensar em determinados momentos e acabamos agindo por impulso e por consequência acabamos nos arrependendo e criando situações ainda mais complicadas de se serem resolvidas. 

É normal depositar toda a raiva que você sente de um determinado acontecimento em si mesmo, por que na maioria das vezes não temos à quem culpar e então certos tipos de pensamentos começam à tirar o nosso sono, à nos frustrar e a nos deixar angustiados com nós mesmos, "Será que eu que permiti que aquilo acontecesse? Se eu tivesse feito diferente talvez as coisas não estariam desta forma..."

Estudar a raiva e os princípios de origem dela são essenciais para se superar um problema. Estude os fundamentos da sua raiva, os motivos da ocorrência, sua vida, seus pensamentos e procure uma forma de descarregar toda a sua angustia gritando, batendo em alguma almofada, ou qualquer coisa do gênero. 


Crítica

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A primeira trilogia de filmes que vi na vida onde as mulheres podem se vingar de seus opressores. Desde o primeiro filme é possível observar que a justiça ainda é falha quanto à alguns acontecimentos e que as leis precisam não somente existirem no papel, mas entrarem em vigor. 

Doce Vingança é o filme mais completo e perfeito que alguém pode querer assistir, cada passo, cada pensamento, cada cena é imprevisível você nunca sabe de fato o que poderá acontecer, ou o que te espera em cinco ou seis minutos depois.

Sou super a favor de criarem uma série com esta mesma temática. 

Novamente, um muito obrigado ao portal "causas emocionais" que me ajuda sempre em minhas argumentações.

Titulo: I Spirit On your grave 3 : Vengeance is mine 
Titulo Brasileiro: Doce Vingança 3:  A vingança é minha
IMDB: 5,2


[ANÁLISE+CRÍTICA] DOCE VINGANÇA 3 - A justiça é MINHA [ANÁLISE+CRÍTICA] DOCE VINGANÇA 3 - A justiça é MINHA Reviewed by Vitor Lessa on terça-feira, junho 14, 2016 Rating: 5

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