[CRÍTICA]Caçadores de emoção além do limite

Titulo: Caçadores de emoções além do limite
Roteiro:W. Peter Iliff
Direção: Kahryn Bigelow
Produtora: Largo Intertainment
Gênero: Aventura | Suspense | Drama
Ano: 2014
IMDB: 7,2/10
Avaliação: 10/10

Johnny Utah é um novo agente novato do FBI incumbido de investigar uma gangue de assaltantes de banco que atua numa praia ao sul da Califórnia. Como seu parceiro Angelo pappas tem a convicção de que os ladrões são surfistas, Johnny decide entrar disfarçado no irreverente mundo do surf. Nisso, Johnny logo conhece Bodhi, o mais popular entre o grupo de surfistas, um carismático viciado em adrenalina que faria de tudo para viver uma grande aventura, nem que tenha de cometer crimes para tal.
A medida que vão se tornando amigos, Johnny começa a participar de luaus na praia e outros eventos conforme vai se envolvendo com os demais amigos, sem nem perceber que está se tornando uma vítima da perigosa influência de Bodhi. Em meio a dias surfando e selvagens noites de festa, ele até acaba se envolvendo com a ex-namorada de Bodhi, a sensual e alternativa Tyler. Toda a situação começa a preocupar Angelo, que está constantemente cobrado por seu supervisor Ben Harp para trazer seu parceiro de volta.

Em que trilha da vida você se encontra?

GOOGLE IMAGES
- Tem algumas coisas da vida que eu não abro mão, nunca.
- É percebi que você não abre mão de muita coisa

- Tento não abrir. Mas o mundo é um lugar bem cruel, e eu ainda tenho que viver dentro dele.
- Então, vive fora dele?
- Não, dentro dele, só que nos nossos termos.
- Que termos?
- Você não iria entender
- Nós mudamos as regras, retribuímos. Assim que aquele garoto morreu na sua trilha, você pulou fora, largou tudo por algo que outra pessoa fez.
- Você vendia isotônico? Tudo bem, eu não quero julgar ninguém, mas deixou outra pessoa tomar a direção da sua vida. Ai, você errou [...]

Este foi um dos vários diálogos que ocorreram no decorrer do filme, e que deram um sentido novo e especial nessa obra cinematográfica para mim.

O roteiro de W. Peter Iliff conta a vida de Johnny Utah, um atleta nato, mas desiste dos esportes radicais após perder seu melhor amigo em um dos desafios nas montanhas. Depois de um tempo decidi ingressar no FBI.

Como primeiro trabalho, Johnny terá que investigar uma gangue que tem cometido vários crimes pelo mundo, e aparentemente, são todos grandes aventureiros em busca de satisfação pessoal e crescimento espiritual. A gangue em questão é espiritualista e busca a satisfação de seus desejos agradando a mãe natureza por tudo o que ela oferece, mas os homens não agradecem. 

O trabalho gráfico presente neste filme é espetacular e um dos melhores que você poderá ver na sua vida. Durante os acontecimentos é possível sentir na pele a adrenalina e vibrar com as emoções nelas contidas.

Johnny tem que localizar estes vândalos e detê-los o mais rápido possível, porém, não contava que iria se enturmar de uma forma especial com os membros desses supostos criminosos, e agora terá que decidir que rumo tomar para sua vida: Continuar sua missão no FBI, ou se tornar parte daquela família tão acolhedora ao qual estava imcubido de prender?

Todas as cenas possuem um cunho pessoal de personagem para personagem. A diretora Kathryn Bigelow conseguiu dirigir o roteiro de uma forma incrível, toda a história ganhou um significado novo, além do proposto.

"Caçadores de emoções", de fato, de todas as emoções possíveis de se sentir como ser humano. Recomendado para amantes de esportes radicais, filmes de aventura, e para aqueles que gostam de um bom enredo com um trabalho gráfico impressionante.


***

GOOGLE IMAGES

O filme me lembrou muito o livro "Por um triz" do autor brasileiro André Ilha, publicado pela editora valentina, que narra as aventuras do autor nas suas trilhas pelo Brasil e suas fortes emoções. 

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.