As Sufragistas - Mães, filhas, revolucionárias

Divulgação/CINEPOP

Todos querem ter direitos, mas nem todos estão dispostos a lutar por eles.


No início do século XX, após décadas de manifestações pacíficas, as mulheres ainda não possuem o direito de voto no Reino Unido. Um grupo militante decide coordenar atos de insubordinação, quebrando vidraças e explodindo caixas de correio, para chamar a atenção dos políticos locais à causa. Maud Watts (Carey Mulligan), sem formação política, descobre o movimento e passa a cooperar com as novas feministas. Ela enfrenta grande pressão da polícia e dos familiares para voltar ao lar e se sujeitar à opressão masculina, mas decide que o combate pela igualdade de direitos merece alguns sacrifícios.

As Sufragistas é o início e o ápice da luta das mulheres pelos seus valores e direitos. Sufragistas é o nome dado à um movimento iniciado no século dezessete que obteve força e poder na sociedade em meados do século vinte. 

Sufrágio não é o mesmo que feminismo. Sufragistas lutam exclusivamente pelo direito ao voto, e não é exclusivo à adeptas do sexo feminino, enquanto o feminismo luta por todos os direitos das mulheres.

As personagens retratadas no filme são fictícias e foram criadas com o intuito de mostrar a luta das mulheres por seus direitos. A diretora desta obra cinematográfica (Sara Gravon) enfrentou grandes problemas no ano passado, ao levantar a polêmica sobre a participação exclusiva de mulheres brancas presentes no filme - Será que foi intencional?

O feminismo explícito no filme mostra uma forma "hardcore" de agir, explodindo caixas, causando pânico e protestos pelas ruas exigindo o grande direito de voto. É possível observar que todas as mulheres lutam pelos mesmos direitos (na maioria das vezes), mas cada uma delas tem a sua luta. 

Além de terem que se posicionar com relação a indignação pelos tratamentos inferiores aos dos cidadãos masculinos, elas também eram agredidas e humilhadas nas cadeias as quais eram presas e até mesmo abusadas sexualmente. O salário que recebiam era consideravelmente menor, e o trabalho duplicado.

O movimento sufragista iniciou na Nova Zelândia em 1893, seguido por Estados Unidos da América e Inglaterra. O filme recebeu boas críticas por não conter censuras, mas muitas cenas não foram esclarecedoras o suficiente para saciar alguns críticos. 

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Nos Estados Unidos o movimento sufragista sofreu muito até alcançar os seus ideais, enquanto a Inglaterra só conseguiu obter a real conscientização da importância da luta dos sufragistas após a segunda guerra mundial.

As críticas mais fundamentalistas críticas relacionadas ao enredo do filme foi voltada à ausência de figurantes não-brancos, trazendo afirmações infundadas de que o direito ao voto foi conquistado nos EUA em 1920, sendo que, homens e mulheres negros ainda estavam excluídos, obtendo o poder de voto apenas 40 anos mais tarde (1960). 

Apesar da intenção da produção cinematográfica ter sido boa, ela não causou o impacto que poderia ter causado por diminuir uma grande maioria de mulheres do seu enredo, enfatizando apenas as "mais favorecidas". Mais tarde, homens e mulheres obtiveram com êxito o direito ao voto conquistado pelas britânicas. 

O filme é repleto de discursos de extremo machismo, logo no início ouvimos uma voz soar de um megafone dentro de uma fábrica que afirma que não é necessário que as mulheres tenham voz ou ganhem o direito de voto já que as mesmas, estão muito bem representadas por seus pais, irmãos e avôs. 

O filme é simplesmente uma das melhores/maior representações/referências de uma parte da história não relatada. Classificado pelo internet data base com uma nota no valor de 6.9

CONTEXTO HISTÓRICO

Pode parecer confuso ao lermos em vários textos que tanto os homens quanto as mulheres conseguiram o direito ao voto em 1960, quando em outros a afirmativa é que este direito tenha sido conquistado em 1920. Isto acontece porque em 1920 uma classe predominante de mulheres (brancas) obteve êxito em suas lutas pelo direito de voto, enquanto os homens sempre obtiveram o privilégio, e em 1960 os homens e mulheres não-brancos conquistaram o direito ao voto.

O voto foi uma das primeiras reivindicações das feministas na era pós-revolução industrial. O movimento sufragista teve inicio em 1897 com a fundação da "União Nacional pelo Sufrágio Feminino", porém, Kate Sheppard iniciou a revolução na Nova Zelândia em 1893, estendendo seu legado por todo ocidente, levando a todas as mulheres neste período a reivindicar seus direitos.

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