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[CRÍTICA] O poder e a Lei

Titulo: The Lincoln Lawyer / O poder e a lei
Produção: Sidney Kimmel, Tom Rosenberg, Gary Lucchesi, Richard Wright, Scott Steindorff.
Direção: Brad Furman
Gênero: Suspense | Thriller
Distribuição: Lionsgate
Avaliação:

Mick Haller (Matthew McConaughey) é um advogado diferente, a começar pelo seu local de trabalho devidamente instalado no banco de trás de seu carro, um automóvel modelo Lincoln. Separado da competente promotora Maggie (Marisa Tomei), ambos possuem uma filha e tudo corria bem com ele defendendo pequenos conflitos, mas um dia um caso importante caiu em suas mãos e ele estava disposto a provar a inocência do réu, um jovem milionário (Ryan Phillippe) acusado de assassinato. Só que ele não imaginava seu cliente escondendo a verdade, o que pode tornar todo o processo numa causa perdida.
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Lionsgate

The Lincoln Lawyer ou o poder e a lei, é um filme de suspense americano lançado em 2011, adaptado do romance de mesmo nome escrito por Michael connelly, no elenco estão Matthew McConaughey, Ryan Phillipe, Willian H Macy e Marisa Tomei. Sob direção está Brad Furman e o roteiro foi escrito por John Romano.

CONTEM REVELAÇÕES SOBRE O ENREDO!


A história gira em torno de um advogado de defesa criminal chamado Mickey Haller, que opera em torno de Los Angeles e o primeiro ponto interessante a se destacar é que seu escritório é dentro do seu carro, um Lincoln preto. Heller dedica a sua carreira defendendo uma variedade de criminosos comuns, incluindo um membro de uma gangue local de motoqueiros, até que ele encontra o caso de sua carreira indicado por um amigo de trabalho (interpretado por John Leguizamo): Louis Roulet , um playboy de Beverly Hills e filho de um magnata imobiliário Mary Windsor, que esta sendo acusado do espancamento brutal da prostituta Reggie Campo. Temos então o que podemos chamar de “o pilar do roteiro” e até então o que parecia ser o caso mais fácil de sua carreira toma rumos inesperados, colocando em risco sua integridade e fazendo com que ele questione sua própria moralidade. O filme é dividido em três atos! O Ato um é um pouco cansativo, possui diálogos longos, porém cativantes e que analisado por outro prisma acaba se tornando necessário para toda a construção do enredo. Envolvendo-nos com a trama, o diretor usa o primeiro ato para mostrar um pouco sobre cada personagem, sua personalidade, o que cada um representa na trama, a relação de Mickey com sua ex mulher uma promotora com que Mickey tem uma filha, e que fica claro em algumas cenas, que ainda existe um assunto inacabado na relação dos dois. Além desses personagens temos o detetive particular e grande amigo do protagonista interpretado por Willian H. Macy, Frank Levin. Todos estão muito bem-postos em seus papéis, Brad Furman conseguiu com sucesso retirar grandes emoções de cada personagem, mas o ato um serve principalmente para nos apresentar Mickey Haller, a forma como qual ele trabalha e o que o motiva, um cara sério, durão se for preciso, mantem sempre o controle da situação e de si mesmo. Mickey aceita o caso, e começa a investigação, mesmo questionando a inocência de seu cliente. O diretor mais uma vez mostra que sabe o que está fazendo, dirige com maestria o longa, e ele não desperdiça planos e trabalha com close-ups o tempo inteiro, e ele encaixa isso em momentos completamente  adequados, o que nos dá uma sensação de maior envolvimento com os personagens. A câmera movimentada em algumas cenas, os planos sequenciais tudo tem um grande peso se for somado. No segundo ato, as coisas acontecem de uma forma bem mais dinâmica e nesse ponto  já estamos  tão envolvidos com a história que começamos a interagir quase que 100%. Louis não está sendo sincero com Mickey, e quando ele descobre isso ele questiona o seu cliente que começa a mostrar um lado que até então não conhecíamos, esse diálogo entre os dois cria muita tensão, nos deixa aflita e confuso. Louis (Ryan Phillippe) é o contraponto ideal para fazer com que o personagem de McConaughey pareça mais maduro, e até mais sábio. Louis ameaça Mickey que parece não se intimidar e responde com a seguinte frase “Você acha que é o primeiro cliente a me ameaçar? ”, e partir desse ponto começam as reviravoltas extremas e o filme se torna algo completamente inesperado. Mickey começa a relacionar o caso Louis Roulet com um antigo cliente, Jesus Martinez (Michael Peña), um homem que ele defendeu a dez anos trás e que foi condenado a prisão perpetua por matar uma prostituta com múltiplas facadas, mas alegava inocência. Não irei entrar em detalhes para não estragar as surpresas. Quando o Detetive e amigo de Haller é encontrado morto em seu apartamento, pouco minutos antes de Frank Levin deixar uma mensagem na caixa postal, dizendo que encontrou o que poderia ser a solução para o caso. Mickey começa uma frenética busca pela verdade, ele está obcecado pelo caso e agora vai além de um trabalho, envolve a integridade moral e humana dele. Se sentindo culpado por achar que incriminou a pessoa errada, a transformação de Matthew McConaughey merece destaque: As olheiras que pouco a pouco se tornam mais fundas são a prova disso, nota-se claramente um grande conflito interno dentro dele. E o terceiro ato é iniciado quando Mickey começa a elaborar um complexo plano, que em momento algum o diretor faz questão com que o espectador saiba de suas ideias, você começa a ficar com um pouco de raiva por que nesse ponto ele é totalmente  passado para trás e podemos notar que suas cartas estão se esgotando e seu tempo está cada vez mais curto. Segue então um jogo de gato e rato, uma verdadeira corrida contra o tempo, um jogo de psicológico e ideais, que com certeza irá fazer você roer as unhas de tanta tensão. Explorando temas polêmicos como corrupção, suborno e falhas sistemáticas, tudo gira em prol da grande surpresa final. E o melhor momento do filme não poderia ser outro senão o que podemos chamar de “xeque-mate” mostrado diante do tribunal, em que o galã aplica outra camada a toda essa falha no sistema, usando isso a favor dele, sem mais delongas para não estragar o filme. Com um final nada esperado O poder e a lei é um filme eletrizante e tem consciência dos temas abordados – os motoqueiros, o promotor coxinha, as mulheres fragilizadas, e tudo isso contribui para elevar o macho alfa -  e é bem difícil imaginar outro ator - objeto servindo a esse propósito no lugar de Matthew McConaughey. 

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Por, Augusto Gattone
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