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[RESENHA] Mentes perigosas - Ana Beatriz Barbosa Silva

Titulo: Mentes perigosas
Autora: Ana Beatriz Barbosa Silva
Editora: Fontanar
Páginas: 218
Ano: 2008

O livro Mentes Perigosas oferece de forma resumida e abrangente tudo que as pessoas, basicamente, necessitam saber a respeito dos psicopatas, desde características comportamentais, o que são capazes de fazer e como o fazem, onde estão, até quais medidas podemos tomar contra eles. Tudo isso está dividido em 13 capítulos. Já na introdução, que é iniciada com a fábula do escorpião e do sapo, a Ana Beatriz começa a descrever quem são, os tipos e as ações dos psicopatas, fazendo uso de frases exclamativas e utilizando uma linguagem bem acessível. Para alguns (talvez para a maioria), neste momento do livro o frio na barriga começa a ficar evidente e o desejo de folheá-lo mais e mais se torna cada vez maior.

Ana Beatriz Barbosa Silva foi uma das escritoras mais procuradas neste ano de 2016. Do mês de julho até o mês de novembro foram mais de vinte mil pesquisas envolvendo seu nome, somente em nosso website. Pesquisei alguns livros da autora e acabei descobrindo que eu tinha um em casa no qual comprei para fins acadêmicos, por fim, decidi resenha-lo para vocês, assim vocês terão algum resultado quando pesquisarem pelo nome da autora na caixa de pesquisa (HAHA).

 Mentes perigosas foi lançado em 2008 e foi o livro que lançou a médica no mundo dos livros e a levou a escrever outros vários títulos, dentre eles: 


Mentes perigosas é apenas um dos vários estudos de Ana Beatriz Barbosa Silva envolvendo mente e comportamento.

Em mentes perigosas a psiquiatra procura explicar como ocorre de fato o comportamento de um psicopata - O livro aborda questões de comportamento ligadas ao cotidiano em um estudo aprofundado nas questões mentais e comportamentais do cérebro humano. 

"Mentes Perigosas" discorre sobre pessoas frias, manipuladoras, transgressoras de regras sociais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão ou culpa. Esses "predadores sociais" com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria da população: aquelas a quem chamaríamos de "pessoas do bem".

O livro como dito anteriormente, foi a porta de entrada de Ana Beatriz no universo dos livros. Com uma linguagem simples e direta, Ana Beatriz explica que nem para se reconhecer um psicopata é necessária mais cautela do que se pensa, afinal, nem todos os psicopatas saem pelas ruas matando todo mundo, alguns deles estão muito bem vestidos com sorrisos estampados no rosto no meio de nós. 

O livro não possui bases sólidas para consolidar suas afirmações, todas as referências são voltadas à sites de noticia que qualquer pessoa pode ter acesso na internet, sem nenhum dado científico ou teórico comprovado, apenas estudos.

Eles podem arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir sonhos, mas não matam. E, exatamente por isso, permanecem por muito tempo ou até uma vida inteira sem serem descobertos ou diagnosticados. Por serem charmosos, eloqüentes, "inteligentes" e sedutores costumam não levantar a menor suspeita de quem realmente são. Visam apenas o benefício próprio, almejam o poder e o status, engordam ilicitamente suas contas bancárias, são mentirosos contumazes, parasitas, chefes tiranos, pedófilos, líderes natos da maldade.

Em dado momento, a autora afirma que psicopatas provocam intrigas, destroem lares, destroem sonhos, corroem o interior de todos, mas não matam. E é exatamente por este motivo que psicopatas conseguem viver tanto tempo entre nós sem serem notados.

Mas, existem exceções:

Em casos extremos, os psicopatas matam a sangue-frio, com requintes de crueldade, sem medo e sem arrependimento. Porém, o que a sociedade desconhece é que os psicopatas, em sua grande maioria, não são assassinos e vivem como se fossem pessoas comuns.

Ainda que a área de estudo escolhida pela autora para realização deste livro seja extremamente atraente pelos tópicos, o livro ficou completamente banalizado - Não somente por ausência de referências, mas também pelos exemplos adotados pela mesma para desenvolver um assunto tão delicado quanto este. O livro em si, aborda questões cruciais acerca de como funciona de fato uma mente deturpada, perturbada, arruinada, problematizada, mas, sem crédito algum.

A obra em si é ótima para passar o tempo, porém, leitores mais exigentes poderão abandona-lo no meio da leitura, ou até mesmo antes. 
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