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[ENTREVISTA] Carol Boncim — Autora de "Operação Arcádia"

Autora Carol Bonacim | Acervo Pessoal | Divulgação
Carol Bonacim é formada em Direito pela Universidade de Ribeirão Preto, e há dois anos, iniciou sua carreira como escritora, ao redigir a primeira obra “Operação Arcádia”, um romance-policial narrado em quatro etapas, e que promete surpreender o leitor com a similitude da atual realidade política, social e econômica brasileira, sem, contudo, perder o encanto e o charme de um lindo conto de amor vivenciado pelos protagonistas.

Amante da prática de esportes, ela divide o tempo entre se dedicar à escrita e à leitura de obras literárias, assim como à corrida de rua e ao boxe. Redigida de forma ímpar, “Operação Arcádia” promete arrancar o fôlego de quem aprecia uma eletrizante trama de ação, uma hilariante comédia, e uma inesquecível história de amor.

E com esta fantástica escritora com quem teremos dois dedos de prosa hoje.

1. Como nasceu o seu relacionamento com a escrita?

Meu amor para com a sexta arte vem de muito tempo, isto é, desde a minha adolescência. Na época, eu já escrevia alguns textos, e dava as minhas impressões sobre as coisas e as pessoas. Já cheguei a ser muitas vezes parabenizada pelos meus professores de língua portuguesa, que sempre diziam que eu “levava jeito para a coisa.”

Ocorre que em 2003 eu entrei para a vida universitária, e para ajudar a pagar o curso de Direito (caríssimo, por sinal), ingressei no mercado de trabalho. Logo, a correria do dia a dia, que incluiu estudos, trabalho, estágios e cursinhos, me afastou, temporariamente, da confecção de textos próprios.
Anos depois, já formada, voltei a escrever devido a um triste gatilho; enfrentava uma brava depressão. Com problemas pessoais, e passando por uma crise laboral, encontrei na escrita a melhor forma de extravasar as minhas angústias, medos, e demônios, e fiz tudo isso sem a pretensão de me tornar escritora.
Escrever, para mim, se tornou minha válvula de escape, minha terapia, e por isso nunca precisei frequentar o divã alheio.

2. Qual foi o primeiro livro que você escreveu? E como surgiu a ideia de escrever um livro?

Durante a minha fase depressiva, voltei a escrever, e lembro que fui colocando todas as minhas ideias no papel. (sim, escrevo à mão!) 
Tal fato se deu no início de 2013, época que o Brasil voltou acordar para as questões nacionais, e as grandes mobilizações populares ressurgiram. Recordo que ainda estava em curso o julgamento do mensalão, e eu acompanhava, com grade espanto, o desfecho desta vergonha história. Neste contexto, juntei minha crise profissional, o fiasco da minha vida pessoal, e a minha ânsia por justiça, e dei origem à minha tetralogia Operação Arcádia.

O livro 1 e o livro 2 foram redigidos no início do ano de 2013 (acredito que em 05 meses escrevi ambos), e em 2014 conclui os livros 3 e 4. Detalhe, a fito de informação, o menor livro tem apenas 675 páginas. 
Como disse alhures, eu não tinha ideia de que, com a minha volta ao universo das redações, eu pudesse escrever um livro, e tão pouco passava pela minha cabeça um dia tornar-me escritora.

Depois que conclui a miscelânea de ideias, que culminou no livro 1 de O.A., eu enviei o original para alguns amigos, almejando que eles lessem o texto e dessem um parecer sobre ele. Todos adoraram, e foi a partir do incentivo deles que me animei a procurar uma editora. Procurei por várias, e a grande maioria sequer me deu atenção, e aquelas que aceitaram “conversar comigo”, me propuseram contratos “leoninos”, cobrando valores absurdos para a publicação do exemplar do livro 1.

 Foi uma luta até encontrar a Chiado, editora portuguesa com sede em Lisboa, Portugal. Fechei contrato com a referida empresa, (não ficou barato, mas, pelo menos, não arrancaram meu coro) e publiquei o livro 1, o qual foi comercializado no Brasil, Portugal, e em dois países da África (Angola e Cabo Verde).

Foi a partir da publicação da obra e da venda dos exemplares impressos e virtuais, que comecei a fazer o meu nome, a realizar entrevistas, frequentar feiras e Bienais de Livros. Em pouco mais de um ano de comercialização, o volume 1 de O.A esgotou-se.

Minha inserção na carreira literária, logo, passou a colher frutos e prêmios Nacionais e Internacionais (ARTPOP-RJ 2015, CONINTER 2016, Melhores do Ano de 2017 – Chavernny Castle – França). Ingressei em renomadas academias de Letras e Artes (ARTPOP, ALB/Suíça, NALAL (Núcleo Acadêmico de Lisboa), Confraria Brasileira da Cultura, e Sociedade Civil Europeia de Belas Artes). Foi-me concedido honrarias como a Comenda da Paz Nelson Mandela 2016, e a Comenda Chavernny Castle 2017 - França

Todavia, hoje, para reeditar o livro 1 e lançar o livro 2, que serão, inclusive, traduzidos para o inglês e espanhol, deverei fazer uso do mecanismo governamental de Incentivo à Cultura, por intermédio da Lei Rouanet. Meu projeto, devidamente aprovado no Ministério da Cultura, e com todos os trâmites legais e jurídicos em ordem, agora está à espera de futuros apoiadores e amigos culturais.
 Eu não viso, tão somente, utilizar o projeto em comento para publicar as obras literárias, mas sim quero difundir a cultura e a arte da escrita para todos os cantos do Brasil, e isso, por mais que me empenhe para realizar, não vou conseguir sozinha.

3. Quais suas principais inspirações literárias?

Aprecio muito autores nacionais, principalmente os que tratam e retratam temas do nosso cotidiano. Cito alguns ícones da literatura brasileira: Graciliano Ramos, Martha Medeiros, Carlos Drummond de Andrade, Ariano Suassuna, João Cabral de Melo Neto, Clarice Lispector Paulo Leminsk, Manuel Bandeira, Jorge Amado, Cora Coralina, Mário Quintana, e os contemporâneos, Raphael Montes, Antonio Prata, Luisa Geisler, Tatiana Salem Levy e Daniel Galera.
Clássicos da literatura universal: Willian Shakespeare, Pablo Neruda, Luís Vaz de Camões, Fernando Pessoa, Eça de Queiroz, Miguel de Cervantes e José Saramago.

Literatura estrangeira contemporânea: Stela Cameron, Diana Palmer, Sidney Sheldon, Jhon Grismam, Agatha Cristhie e Kaled Housseini.


4. O que você considera mais difícil durante a escrita de uma história?

Modéstia à parte, não tenho dificuldade alguma em escrever. Quando percebo que tenho uma história, uma ideia na cabeça, eu não sossego enquanto não a torno realidade no papel. Para vocês terem noção, eu sonho com enredos, e fico quase louca de tanta vontade que tenho de externá-los o mais breve possível. Então, escrever, para mim, não é o difícil. O complicado se traduz na hora de publicar os excertos, de torna-los livros.

5. Quando decidiu se tornar escritor?

Decidi abraçar a carreira quando me dei conta que a escrita é o alimento que energiza meu corpo, é o sangue que corre pelas minhas veias, é a brandura da minha mente pulsante, e é a doçura do meu espírito. 
Escrever é como respirar, pensar e amar, e eu percebi toda a magia que havia dentro de mim depois que testemunhei o sucesso do livro 1 de Operação Arcádia, o qual mudou vidas e reconstruiu sonhos. Foi a partir de então que me conscientizei de que possuo um dom, e por tê-lo, é meu dever seguir em frente, e trazer muito mais pessoas para dentro deste maravilhoso universo de letras.

6. Qual de seus personagens você mais gosta?

Todos os meus personagens levam minha essência, minha forma de ver o mundo, de lidar com situações várias, de como se comportar perante grandes paixões, perdas e desilusões.
No entanto, apenas para dar uma resposta concreta à pergunta, informo que a Diana Toledo (saga Operação Arcádia) e Norah Albuquerque de Almeida Barros (Norah – romance social ainda não publicado) são as minhas personagens favoritas. Ambas são mulheres guerreiras, sonhadoras e vitoriosas, e possuem muito conhecimento para nos fornecer. São inspirações para todos nós.

Carol Bonacim | Divulgação
7. Como você sente quando recebe um comentário positivo acerca de sua obra?

Ah, eu vou às nuvens! Sinto como se a minha missão aqui na Terra estivesse se cumprindo. Digo que não só os comentários positivos me deixam em êxtase, mas também os críticos. Acredito que todas as opiniões são válidas e bem-vindas, já que todas estas contribuem, não só para um aprimoramento dos textos, e o surgimento de novas ideias, mas, principalmente, para a minha evolução e desenvolvimento como ser humano.

8. Pretende escrever novos livros? Tem algum projeto em mente chegando?

Projetos, eu tenho muitos! Este ano, como anteriormente salientado, vou publicar e lançar, com a permissão dos céus, os livros 1 e 2 da tetralogia do romance policial Operação Arcádia, e eu realizarei este grande sonho graças ao mecanismo de patrocínio cultural previsto na legislação que disciplina os incentivos à Cultura Nacional, no meu caso, é a Lei Rouanet.

Apenas para rápido vislumbre do tema, a lei Rouanet confere à pessoa física e à pessoa jurídica (esta com base no lucro real), dedicar um percentual do seu imposto sobre a renda (IR) para apoiar projetos culturais autorizados pelo Ministério da Cultura. Para saber mais sobre o meu projeto, acesse www.carol-bonacim.simplesite.com e seja um dos apoiadores desta iniciativa.

Além do sobredito projeto, tenho alguns a serem idealizados como Secretária da Fundação Cultural de Santa Rosa de Viterbo, SP, como integrante do Conselho da Juventude, e como Presidente do Núcleo da ALB/Suíça Estado de São Paulo. Para tanto, conto com uma equipe de mentes pensantes e de jovens talentos, prontos para tornarem a inclusão social-cultural realidade na nossa cidade e região.

Ainda, neste diapasão, usarei o contato que tenho com artistas de outras cidades e estados, personalidades nacionais e internacionais, autoridades públicas e privadas, com o fim de trazer maiores investimentos para o munícipio, e oportunidade para jovens e crianças conhecerem e inserirem-se, tanto no mundo artístico, como também no mercado de trabalho.
Para o ano de 2018, esta sonhadora escritora fará chegar às mãos dos ávidos leitores, o livro 3 de Operação Arcádia (O acerto de Contas Parte II), e um livro de contos e poesias, intitulado Insônia.
Em 2019, com as benção dos céus, será a vez do romance social Norah, e em 2020  a saga Operação Arcádia chega ao seu final.
Meus projetos são inúmeros, e todos alastrar-se-ão por anos. O único porém para que todos possam acontecer é a necessidade de apoio e incentivo, seja material ou moral. 

Sim, sabe aquela “forcinha” que as pessoas nos dão quando comparecem aos espetáculos, quando oferecem uma salva de palmas para um grupo de dança composto por crianças, o qual acabou de se apresentar, ou ainda quando se cobra das autoridades maior respeito pela arte e pela cultura nacional, e exige-se desses maiores investimentos no setor?
 Pois é, é essa “forcinha” que tanto precisamos, e por isso deixo aqui o meu recadinho: “Dá uma forcinha aí, galera!”

9. Qual gênero literário você mais se identifica?

Sou romancista nata. Este gênero me permite tratar de temas distintos, discorrer sobre assuntos diversos. Escrevo romances policiais, romances sociais, drama, comédia, aventura, e tenho planos para, num futuro não muito distante, publicar um romance histórico.
Todavia, ultimamente, também descobri que sou uma boa cronista, e uma aspirante a aprender a construir um bonito poema. Neste caso, tive boníssimas influências: Martha Medeiros e Clarice Lispector para as crônicas, Drummond, Neruda e Pessoa para os poemas. Só naipe!

10. O que você diria para as pessoas que estão conhecendo tanto você, quanto a sua escrita agora?

Desejo que todos estejam preparados para o novo, para o inusitado, e para o diferente. Acredito que tenho minha particularidade e peculiaridade ao escrever, e por isso, aviso, eu não sigo regras estruturais e modas linguísticas.
O que faço acontecer é manter o vernáculo escorreito, mas da forma mais adequada e ideal para levar entendimento e compreensão para quem está lendo.

 Quero tornar acessível à toda população, a língua escrita, e todas as suas benesses, tais como alfabetização, respeito à cultura e tradição, informação sobre política, economia, mundo jurídico, fatos e acontecimentos de grande repercussão no Brasil e no Mundo, etc, e tudo isso necessita estar redigido de forma apropriada, para que os leitores assimilem as informações e concatenem as ideias fornecidas pela a mensagem proferida pelo artista.  

11. O que as pessoas devem esperar da sua escrita?

Digo que os leitores acabam me conhecendo da forma como eu realmente sou, o que penso, o que sinto, qual é a minha luta, a minha ideologia, o que espero para minha vida, para a nossa pátria, e o que penso sobre a humanidade.
Procuro ao máximo, com tais informações, me interagir com o leitor, conquistar a confiança dele para então estabelecer um diálogo, compartilhar uma nova opinião, fazê-lo pensar sobre doutrinas e dogmas preconcebidos e existentes, ou seja, mostrar o outro lado da moeda.
Confesso que, graças, estou conseguindo atingir meu público a contento, e por isso acredito, piamente, que estou no caminho certo.

12. Qual passagem do seu livro te marcou mais? Existe um trecho que você goste mais que os outros?

Eu diria que, para mim, é impossível delimitar uma ou outra passagem dos livros, pois cada trecho de todas as histórias é único e especial. Quem conhece meus escritos sabe o porquê alego esta impossibilidade.
Para se ter ideia do que estou a falar, Operação Arcádia é uma obra completa e complexa. Trata-se de um romance policial, que aborda temas polêmicos, como o tráfico internacional de drogas, contrabando de armas, corrupção endêmica e sistêmica em todos os níveis de governo no Brasil, sistema de operação da policial federal, hierarquia de poderes, parcialidade da justiça, o desmando dos poderosos maquiavélicos.

Discorro, também, sobre amores improváveis, paixões avassaladoras, amizades fieis, companheirismo de colegas de trabalho, relações de confiança e credibilidade, sacrifícios em prol do país e da pessoa amada.
O romance “Norah”, por seu turno, aborda temas atinentes ao preconceito social, racial, tabus, padrões sociais, comportamentos, moda, sexo, amores impossíveis, intercorrências do destino, sofrimento humano, desilusões, vitórias, conquistas e superações.

Desta forma, acredito eu, que justifico o meu ponto de vista quanto à impossibilidade de discorrer sobre um trecho do livro ou dos livros confeccionados.

13. Como foi a recepção do público com relação ao seu primeiro livro?

Primeira reação: Ficaram boquiabertos. Digo o porquê; pelo tamanho do livro, uma bíblia de 675 páginas. (falo do livro 1 que encontra-se esgotado)
Reação segunda: “Nossa, que legal! Você escreve em forma de roteiro!”- Sim, minha estrutura textual é basicamente diálogos (discurso direto) O narrador onisciente serve apenas para situar o leitor no tempo e no espaço.
Muitos leitores alegaram que, durante a leitura, sentiram como se estivessem numa sala de cinema, assistindo a um bom filme de ação, aventura, drama, comédia, e uma linda história de amor. Neste sentido, eu digo que toda a minha luta valeu, e sempre valerá a pena.
Reação última: “Pelo amor de Deus, cadê o livro 2? Você não pode ter feito isso com o Leonel! Coitada da Diana! E aquele FDP do Senador? O que vai acontecer com ele? Faz três madrugadas que não durmo porque não consigo parar de ler o seu livro! Devorei a obra em menos de 1 semana!”.  – são relatos que ouvi, de escritores, durante minhas participações em feiras e Bienais literárias. 

14. O que te inspira a continuar escrevendo?

Tudo serve de inspiração para mim. A rotina, as pessoas, os sonhos, as coisas, os fatos, o tempo, os sentimentos e emoções, as sensações únicas e indecifráveis, as dores da alma, as viagens, experiências trocadas e vivenciadas, o amor, a paixão, Deus, as crianças, o Bem e o Mal.
Seja qual for a hora, o local e a circunstância; não existe desculpa para não tomar papel e caneta nas mãos e sair escrevendo e descrevendo tudo que se passa ao redor. 

15. O que você diria para alguém que está iniciando a escrita do seu primeiro livro?

Vou proclamar o mais usual e atual dito popular: “Tamu juntu, mermão!”
Aos colegas de carreira, amantes da escrita, informo que não será fácil; para realizarem-se como autores, terão de enfrentar burocracias, preconceitos, olhares desencorajadores, e nenhum incentivo.
Entretanto, repito que se for seu sonho, se a escrita for o seu sangue, não tenha medo de meter o pé no balde, e nem tenha preguiça de arregaçar as mangas e sair para a luta. Jamais desista dos seus sonhos, jamais desista da sua arte.

16.Na sua opinião: Qual o pior erro que um autor pode cometer durante a escrita do seu primeiro livro?

Acredito que o pior erro de um escritor novato, ou mesmo de alguns mais experientes, é deixar-se levar pelo medo e pela insegurança, e por tais fatores ser fatalmente influenciado por pensamentos e opiniões alheias. Ao meu ver, isso descaracteriza a essência, a personalidade do artista-escritor.
Assim, deixo aqui meu singelo e humilde conselho: não deem ouvidos para aqueles que desejam “mandar” na sua história, fazer inserir ou retirar fatos, coisas ou pessoas que não estão no plano de originalidade do artista.
Acreditem em vocês mesmos, e sejam autênticos. A especialidade faz toda a diferença. 

17. Onde podemos encontrar seus livros para compra? Qual você indica que nossos leitores conheçam primeiro?

O livro 1 da saga Operação Arcádia, o único até então publicado, encontra-se esgotado, e até há pouco tempo ele foi comercializado no site da livraria cultura, na Amazon, e na Chiado.

Estou na expectativa para, o quanto antes, conseguir apoio cultural para a reedição do livro 1 e o lançamento do livro 2. Aí, meus caros Hermanos, a “coisa ficará top”, porque as obras serão disponibilizadas em muitas lojas físicas e virtuais, e os e-books e áudio-books serão gratuitos para escolas públicas, entidades públicas e privadas sem fins lucrativos, e famílias de baixa renda.
Acredito que assim vou contribuir, ao menos um pouco, para a inclusão social e cultural do país. 

18: Qual a sua opinião sobre a literatura nacional nos dias de hoje? Acha que é bem divulgada pelos blogs literários e editoras?

A nossa literatura é rica e belíssima. Temos uma diversidade enorme de autores brilhantes e de histórias fantásticas e surpreendentes.
O Brasil é um país de dimensões continentais, e justamente por o ser, é que torna tão preciosa, maravilhosa, e encantadora a arte da escrita brasileira, não só a dos tempos de agora, mas desde outrora.

Não obstante, perdoe-me os profissionais ligados ao mercado editorial, mas informo que existem barreiras quase intransponíveis para que novos escritores possam ter a chance de adentrar ao universo literário, e verem suas obras serem divulgadas e trabalhadas de uma forma igualitária e justa.
As dificuldades são várias e imensas, a começar pela falta de “respeito” de algumas editoras para com os autores que solicitam informações, ou mesmo orçamentos. Estas, (poucas) agem com descaso, e sequer respondem ao pleito, seja pelo sim ou pelo não. 

Há o descaso para com os originais enviados via correio. Pergunto onde vai parar as “trocentas” folhas impressas, ou a correspondência eletrônica carinhosamente preparada para ser apreciada pelos editores escolhidos? Acredito, eu, que vá tudo para o lixo.
Outra questão é o tratamento à base da indiferença. É, teve uma vez que me senti a “última bolacha do pacote”, quando, depois de muito insistir por uma reunião com a equipe de edição, fui recebida com um olhar de desdém, tipo “o que essa pobre criatura está fazendo aqui?”, e sequer olharam para o meu material. Azar o deles. Perderam a chance de encontrar a “galinha dos ovos de ouro”.

Há aquelas editoras que aceitam em nos receber, ou acusam o recebimento do material, e enviam o orçamento solicitado. Contudo, quando você pega para ver a planilha, parece que o seu coração vai sair pela boca. Cobram preços exorbitantes! (teve uma que teve a audácia de cobrar o mesmo valor que valia meu carro à época, um gol 1.0. Desconjurei!).

Quanto aos blogs, é crescente o número destes meios de comunicação e de formação de opinião. Acho muito válida a iniciativa, porém deve ser analisada com parcimônia, pois muitos blogueiros só estão preocupados em passar o “status” de blogueiros, e sequer se preocupam em analisar o material recebido (a título de doação), ou ainda apenas se prontificam em resenhar as modinhas da época. Cuidado para não cair no conto do vigário, amigos das letras! Nobres amigos, queridos sonhadores, companheiros de luta, tudo isso que relatei aconteceu comigo, de verdade. E mesmo tendo passado por tantas aprovações, que certamente dariam para escrever mais um livro (desta vez acho que seria um gênero de terror), não guardo ressentimentos, nem das pessoas que me “atenderam”, e nem das empresas as quais busquei por apoio.

O que desejo aqui é informar a todo mercado editorial para que possam olhar para gente com um pouco mais de atenção, carinho, e respeito. Há autores belíssimos aguardando pela chance de publicar um livro, há histórias ímpares prontas para embalar casais apaixonados, dar sentindo à vida de milhões de pessoas que buscam um incentivo de viver por meio dos livros! Muitas parcerias poderiam ser fechadas, muitos sonhos concretizados, novas estrelas alcançariam o céu de glórias, e as empresas emplacariam um best seller atrás de outro. No final, todos acabariam ganhando.

19. Se você pudesse dar um conselho para os seus amigos escritores por meio desta publicação, o que você diria a eles?

Vou responder a esta pergunta com um trecho de uma música de uma das maiores e melhores bandas de rock que o Brasil já teve: Legião Urbana, canção 

“Mais uma vez.”

“Mas é claro que o sol,
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem

Tem gente que está
Do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar

Tem gente enganando a gente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia
A gente aprende

Se você quiser alguém
Em quem confiar
Confie em si mesmo

Quem acredita
Sempre alcança”

(...)


20. Obrigado pela oportunidade de conhecer um pouco mais de seu trabalho. Sucessos!

A AUTORA

Carol Bonacim é formada em Direito pela Universidade de Ribeirão Preto, SP, e desde 2008 atua como advogada nas áreas civil e de família, bem como presta assistência à Defensoria Pública do Estado de São Paulo, na qualidade de patrona, na cidade de Santa Rosa de Viterbo, SP.
Durante o curso de graduação, participou de programas de estágio no Ministério Público do Estado de São Paulo, onde foi concursada, e obteve experiências de atuação junto ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
No início de 2013, Carol elaborou seu primeiro livro intitulado Operação Arcádia, um romance-policial narrado em quatro etapas que retrata, com similitude, o atual panorama social, político, jurídico e econômico do Brasil.
Desde setembro de 2015, data do pré-lançamento da sua obra prima, Carol divide seu tempo entre o exercício da advocacia e a confecção de textos, principalmente os românticos, pois ela se autodeclara uma romancista nata.

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