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[ENTREVISTA] Evelyn postali — Autora de "Fuligem"

Evelyn Postali | Acervo Pessoal | Divulgação

Evelyn Postali, nascida em Antônio Prado (Interior do RS), é professora de Artes, Licenciatura em Educação Artística, pós- graduação em Artes Plásticas e especialista em Arte-Educação. Apaixonada por desenho, fotogafia, musicas e pássaros, Evelyn escreve seus livros com paixão e desejo. Postali também é uma autora de bagagem cheia, escrevendo livros do gênero fantasia, horror, ficação científica, fantasia moderna, drama, romance e ação.


Seus romances Trilhas do silêncio e Promessas de Liberdade foram publicadas de forma independente. Os livros podem ser facilmente encontrados na Amazon, Wattpad e Clube dos Autores.

E é com esta mulher fantástica, com quem iremos ter dois dedos de prosa.

Trilhas do Silêncio
1. Como nasceu o seu relacionamento com a escrita?

Meu relacionamento com a escrita nasceu primeiramente da leitura. Tínhamos uma pequena biblioteca em casa - gibis, clássicos infantis, enciclopédias. Éramos incentivadas a ler e a pesquisar o que não sabíamos. Na escola, líamos autores brasileiros, lembro bem. Fazíamos fichas de leitura. Também li muita ficção científica,  lendas, histórias de terror, mistérios policiais. Aventura! Ação! Histórias como as de Júlio Verne me encantavam e ainda encantam. Perry Rhodan, Sherlock Holmes. E li (e ainda leio) muita poesia.
Creio que foi assim que nasceu essa relação com a escrita.
Na adolescência aconteceu a necessidade de escrever um diário carregado de declarações platônicas de amor unilateral, de versos desastrados. Tudo muito normal. Esse talvez tenha sido o primeiro momento de escrita livre, totalmente crua, desapegada de sentido, mas com muito sentimento.
Em 2007, através da minha sobrinha conheci as fanfictions e, incentivada por ela, escrevi algumas histórias dentro do universo das séries.Em 2012, participando de eventos literários com minha irmã, senti as pernas um pouco mais firmes e, pressionada por minha irmã, decidi participar de antologias.

2. Qual foi o primeiro livro que você escreveu? E como surgiu a ideia de escrever um livro?

Acredito que todo aquele que escreve tem, em algum momento, alguma ideia que considere boa suficiente para ser uma longa história e para outras pessoas lerem.
Trilhas de Silêncio, um drama psicológico foi minha primeira longa história. A ideia surgiu no final de 2010, com um pequeno texto. Escrevi alguns capítulos e mostrei para algumas pessoas que apontaram problemas de construção. Durante um ano, escrevi pequenos trechos e o roteiro. Então, abandonei.
A partir da escrita de contos para antologias, senti coragem para retomar o que hoje é Trilhas de Silêncio. Muito do incentivo que tive partiu da Silvânia, minha amiga e beta. Durante um ano eu escrevia as cenas e ela lia. Escutava minhas reclamações e minhas dúvidas, revisávamos e analisávamos as ações dos personagens. Eles já estavam estruturados, mas minha preocupação era de manter o rumo, a coerência. No final de  um ano de dedicação constante, a história estava pronta. Então, parti para as revisões. Todas as cenas eram revisadas por mim e pela Sil.
Procurei uma leitora crítica, a Kyanja Lee, que fez um excelente trabalho apontando falhas, repetições, ideias confusas. Além dela, outras duas leituras críticas foram feitas posteriormente.

3. Quais suas principais inspirações literárias?

Gosto de ler poemas. Guardo, dos livros de poesia, momentos inesquecíveis. Pablo Neruda, Vinícius de Moraes, Leminski, Robert Frost, Cecília Meireles, Bukowski, Cummings, Mário Quintana e muitos outros. São fonte de reflexão sobre os grandes temas da humanidade – vida, amor e morte.
Longe dos poemas, é difícil nomear algum autor específico porque leio muitas coisas. Mas, vamos lá. Alguns clássicos, alguns contemporâneos.
Machado de Assis, José de Alencar, Manuel Antônio de Almeida, Moacir Scliar, Shakespeare, Júlio Verne, Ítalo Calvino, Jorge Luis Borges, Umberto Eco, Clarice Lispector, Yukio Mishima, John Boyne, Marçal Aquino, Eric Novello, Haruki Murakami, Reinaldo Arenas, Christopher Isherwood, Alfer Medeiros, Eduardo M. Kasse, Luiz Rufatto, Felipe Colbert, Samuel Cardeal, Elder Caldeira, Benjamin Alire Saenz, Jeanette Winterson, Geraldine Brooks, Tatiana Mareto, Cristina Lasaitis, Roberta Spindler, e por aí vai.
'"Promessas de liberdade" 

4. O que você considera mais difícil durante a escrita de uma história?

Cada história tem seus desafios. Escrever é desafiador. Personagens, diálogos, narrativa adequada para a história... 
Em Trilhas de Silêncio, por exemplo, a dificuldade se concentrou na profundidade das personagens. Eu queria um drama psicológico então, me desdobrei para construí-los de forma coerente, intensa, mas sensível.
Em Promessa de Liberdade, a atenção estava na trama e em construir um Brasil distópico coerente, onde todas as estruturas de poder se entrelaçassem e dessem suporte para os personagens.
Vale ressaltar a necessidade de se saber onde se quer chegar com ela, o que se tem por objetivo, quais as intenções.

5. Quais seus livros? E qual deles você mais gostou de escrever?

Tenho dois livros publicados de forma independente – Trilhas de Silêncio (romance homoafetivo) e Promessa de Liberdade (uma distopia leve) – e um quase pronto – Fuligem (uma história policial). Tenho em preparação, um livro de contos – Páginas do Imaginário (contos fantásticos) – sendo preparado para esse ano.
Não sei dizer qual mais gostei de escrever. Essa é uma pergunta bastante difícil de responder. Trilhas de Silêncio, porque foi o primeiro, tem aquele sabor de vitória. Promessa de Liberdade, porque exigiu de mim muita pesquisa, tem um sabor de vitória diferente. E Fuligem, a história que terminei no começo desse ano, porque foi minha primeira história policial e histórias policiais me atraem.

6. Qual de seus personagens você mais gosta?
Fuligem

Cada personagem pode encantar de várias maneiras. Israel, de Trilhas de Silêncio é impetuoso, é jovem, tem aquele espírito aventureiro. Carlos é romântico, idealista, politicamente correto. Mas, gostei de ter construído e dado voz para Estela Lopes, policial civil, personagem de Fuligem, que finalizei esse ano e que, agora, vai para a leitura crítica, edição, revisão profissional. Ela é independente, esperta, determinada.

7. Como você sente quando recebe um comentário positivo acerca de sua obra?

Quando recebo comentários positivos eu mergulho em um misto de alegria, realização, dúvida, medo... Todo autor quer que seus textos tenham qualidade e que consigam agradar em algum nível.
Eu gosto de saber que, de alguma maneira, atingi o leitor, deixei um pedaço da história com ele. Porque escrever é assim: tem um pedaço de mim dentro daquele texto e, esse texto, vai compor um pedaço da vida de quem o ler.

8. Pretende escrever novos livros? Tem algum projeto em mente chegando?

Além de Fuligem (romance policial) e Páginas do Imaginário (contos fantásticos) para fechar os trâmites legais da publicação, tenho três projetos em andamento. O primeiro, uma história policial, com a minha irmã, Ceres Marcon – uma escrita a quatro mãos. O segundo projeto, outro romance de caráter psicológico – uma história urbana, de roteiro definido, mas com algumas pendências. E, por último, uma história de ficção científica ainda no começo.

9. Qual gênero literário você mais se identifica?

Gosto de ler muitas coisas. Não tenho uma preferência dentro dos gêneros narrativos. Gosto de contos, romance, novela. Sendo mais específica, talvez romances policiais, ficção científica, fantasia, suspense. Não necessariamente nessa ordem.

10. O que você diria para as pessoas que estão conhecendo tanto você, quanto a sua escrita agora?

Muito prazer! Eu sou a Evelyn. Gosto de escrever e convido você a ler meus livros e conhecer um pouco dos universos que a minha escrita constrói. Estou sempre à disposição para uma prosa sobre livros, leitura e escrita.

11. O que as pessoas devem esperar da sua escrita?

Devem esperar uma escrita cuidadosa, bem trabalhada, buscando o melhor dentro do gênero e do tema. Também pode esperar diversidade, temas variados, e finais surpreendentes.

12. Qual passagem do seu livro te marcou mais? Existe um trecho que você goste mais que os outros?

Em todas as histórias há sempre alguma coisa que marca mais do que outras. Para mim, a grande marca, o grande momento, sempre se dá no final, no último capítulo. Porque é quando, depois de um crescimento na trama, se tem o desfecho. Tanto em Trilhas de Silêncio, quanto em Promessa de Liberdade, o final marcou bastante. Pelos comentários e mensagens, sei que esses finais também foram passagens marcantes para os leitores.

13. Como foi a recepção do público com relação ao seu primeiro livro?

Todas as resenhas e comentários foram positivos. Foi uma alegria ter sido tão bem avaliada.

14. O que te inspira a continuar escrevendo?

Os leitores e o retorno através de comentários, indicações e resenhas, mas também essa vontade de contar outras histórias diferentes.

15. O que você diria para alguém que está iniciando a escrita do seu primeiro livro?

Escrever não é só inspiração. As ideias podem ser boas, mas só com elas não se escreve um livro. Precisa ler muito, informar-se muito sobre o tema, pesquisar, revisar, entender das teorias, ler autores diferentes, temas diferentes, mesmo aqueles que não nos agradam. Um escritor preconceituoso não tem muito futuro.
Eu tive leitores beta, paguei por leituras críticas, por revisão. Escrever é um investimento. E pensar assim ajudou bastante. Eu sempre saio mais segura, com a certeza de estar apresentando para o leitor uma história caprichada, certinha, sem erros, sem furos.
Os grandes escritores, os escritores já experientes, e mesmo os que já iniciaram essa caminhada há pouco tempo, dizem o mesmo. É preciso lapidar o texto, procurar pessoas que ajudem a construir a história de forma plena – revisores, críticos literários, agentes, diagramadores. Um autor que não precisa de nenhum profissional nessa área, talvez não precise nem de leitores, não é mesmo?

16. O que você tem a dizer para os leitores do catraca seletiva?

Fiquei encantada com esse espaço.  É acolhedor, inteligente, criativo, bem organizado. Enfatiza a literatura, divulga e, assim, incentiva autores e leitores a permanecerem nesse universo fantástico que é a criação de histórias.
Precisamos de mais leitores nesse país. Precisamos de pessoas que vejam livros como investimentos, que leiam, que promovam a cultura, a literatura nacional, os escritores brasileiros. Um país que não lê, não pode almejar muito desenvolvimento, não é?

17. Onde podemos encontrar seus livros para compra? Qual você indica que nossos leitores conheçam primeiro?

Eu disponibilizei Trilhas de Silêncio e Promessa de Liberdade em dois lugares. Os livros físicos são encontrados no Clube de Autores. Os e-books, tanto dos dois livros quanto dos contos, estão na loja da Amazon – Trilhas de Silêncio e Promessa de Liberdade. Nesses dois lugares o pagamento é feito em várias modalidades. É fácil, rápido e seguro.
Se alguém quiser ler capítulos disponíveis das duas histórias, pode visitar as páginas:
http://trilhasdesilencio.blogspot.com.br/  
http://promessadeliberdade.blogspot.com.br/ .
Gostaria de convidar a todos para visitar meu espaço no Wordpress e no Wattpad. Nesses dois lugares é possível ler contos de minha autoria. E, se estiverem interessados, estão disponíveis para leitura, alguns capítulos da minha nova história AQUI.

18. É chegado ao fim da nossa entrevista. Muito obrigado pela oportunidade e pela paciência. Sucessos !

Eu agradeço a oportunidade maravilhosa de estar aqui e falar um pouco das histórias escritas por mim. É através desses espaços significativos que conseguimos ânimo para prosseguir nessa jornada de escrita. Obrigada e sucesso a todos nós!

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