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[ENTREVISTA] Gabriel Mattos — Autor de "O poeta"

Gabriel Mattos | Acervo Pessoal | Divulgação
Dois dedos de prosa hoje está de cara com um fenomenal. Gabriel Mattos é estudante de jornalismo, apaixonado desde criança por histórias de terror e ficção, tendo criado suas próprias desde muito novo. Escreveu “O Poeta”, seu primeiro livro, quando tinha dezesseis anos, e desde então acabou por escrever diversos contos de terror e horror, onde publica alguns em seu blog pessoal, e é com ele que iremos bater um papinho hoje.

1. Como nasceu o seu relacionamento com a escrita?

R: Não sei dizer ao certo como nasceu, mas com certeza foi bem cedo. Me lembro que a minha primeira experiencia literária foi aos nove ou dez anos de idade, uma fanfic do jodo "Dead Space", e desde então sempre gostei de criar minhas próprias histórias
de terror e ficção. E agora, desde meus dezesseis anos, venho aperfeiçoando, pois foi o que decidi para mim.

2. Qual foi o primeiro livro que você escreveu? E como surgiu a ideia de escrever um livro?

R: Meu primeiro livro se chama "O Poeta", que foi publicado recentemente pela editora Fragmentos. Escrevi aos dezesseis anos, no ultimo ano do ensino médio. A principio, era uma creepypasta que publicava em meu blog pessoal e a ideia nasceu de uma música chamada "The Poet and the Muse", do Poets of the Fall, e ela veio de uma forma incrivelmente rápida e pronta. Depois disso comecei a desenvolvê-la e "alimentá-la", até chegar no ponto que se encontra hoje. O blog é esse aqui: http://oficinadoshorrores.blogspot.com.br/ , e de tempos em tempos ainda 
posto alguns contos e poemas.

3. Quais suas principais inspirações literárias?

R: Cada autor que passa pelas minhas mãos se torna uma inspiração, mas posso citar os meus preferidos sendo H.P. Lovecraft, Edgar Allan Poe, Stephen King, Clive Barker, Ambrose Bierce, Mary Shelley, J.R.R. Tolkien, George R.R. Martin, Augusto dos Anjos, Kafka, dentre vários outros.

4. O que você considera mais difícil durante a escrita de uma história?

R: Às vezes acredito que o próprio ato de escrever é bastante difícil, mas isso se deve ao fato de meu perfeccionismo. Se eu fosse citar uma única coisa em específico seria o desenvolvimento dos personagens. Eles devem dar a impressão de ser uma pessoa única como cada uma realmente é, e nem
sempre isso é uma tarefa fácil.

5. Quando decidiu se tornar escritor?

Capa do livro "O poeta"
R: Quando eu tinha dezessete anos, eu iria prestar vestibular para Química Industrial na UFRGS, e no último dia da prova comecei a me perguntar se gostaria de passar a vida inteira trabalhando com aquilo. Foi aí que vi um vídeo, do qual o narrador pergunta para seus alunos o que eles fariam se não existisse dinheiro no mundo, e esse vídeo (que não me lembro do nome) foi quem me ajudou a ver que eu realmente queria era ser escritor, então desde então venho me aprimorando nisso. 

6. Qual de seus personagens você mais gosta?

R: Essa é uma pergunta difícil, pois como escrevo terror e horror, não posso ter tanto carinho com meus personagens, senão acabo "passando a mão na cabeça" deles (sou um pouco sentimental). Mas talvez, de longe, seja o antagonista de meu primeiro livro, "O Poeta".

7. Como você sente quando recebe um comentário positivo acerca de sua obra?

R: Sou muito crítico comigo mesmo, e sempre recebo muitos comentários positivos a respeito do meu trabalho, então normalmente agradeço, mas sempre acabo perguntando algo como: "mas tem algo que acha que pode melhorar?" ou então "mas não achou que aquela parte ficou mal escrita?". Meus betas sofrem bastante com isso.

8. Pretende escrever novos livros? Tem algum projeto em mente chegando?

R: Sim, pretendo escrever novos livros, sem falar que "O Poeta" é o primeiro volume de uma trilogia. Inclusive tenho um em e-book na Amazon chamado "O Ano Bissexto", que é uma história que conversa levemente com "O Poeta". Tenho um livro de contos que está quase pronto e pretendo publicá-lo assim que for possível, e também estou trabalhando em outros vários projetos 
de romances e novelas, já que tenho bastante dificuldade de me focar em um só texto.

9. Qual gênero literário você mais se identifica?

R: Sem sombra de dúvida, horror e terror, e essa paixão vem desde muito novo. Lembro-me de quando tinha cinco anos de idade e gostava de assistir "O Massacre da Serra Elétrica", deixando minha mãe preocupada. Porém, também gosto bastante da fantasia ,ficção cientifica e poesia.

10. O que você diria para as pessoas que estão conhecendo tanto você, quanto a sua escrita agora?

R: Eu diria primeiro que sou bastante novo e tenho muito o que aprender, então minha escrita provavelmente irá melhorar bastante com o passar do tempo. Sou um cara bastante aberto à críticas construtivas, então elas são sempre bem vindas. Também gostaria de recomendar meu blog de contos de terror, se quiserem conhecer um pouco do meu trabalho, e se quiserem
bater um papo, estou quase sempre à disposição. 

11. O que as pessoas devem esperar da sua escrita?

R: Normalmente meus leitores beta dizem que ela é uma escrita bastante perturbadora, e quanto a isso preciso concordar. Também gosto bastante de abordar temas pesados e polêmicos em minhas histórias, o que pode deixar ela mais sombria. É um trabalho bastante original, com referências à H.P.Lovecraft e Edgar Allan Poe, mas também com influencia das modernas
"creepypastas".

12. Qual passagem do seu livro te marcou mais? Existe um trecho que você goste mais que os outros?

R: Existe um trecho que eu julgo meu preferido, mas não posso falar porque é spoiler para quem for ler, mas posso adiantar que se passa no final do quarto capítulo de "O Poeta".

13. Como foi a recepção do público com relação ao seu primeiro livro?

R: Ela ainda está sendo formada, mas como eu disse, originalmente esse livro nasceu em meu blog pessoal, e desde aquela época a recepção é ótima e bastante satisfatória.
Sempre tive críticas construtivas, e normalmente considero cada uma delas.

14. O que te inspira a continuar escrevendo?

R: Essa é uma pergunta complicada, que às vezes eu mesmo me faço, mas talvez seja pelo fato de que eu considere egoísmo meu criar tantas histórias e mantê-las todas só para mim. Isso não é legal e não é justo. Por isso continuo sempre escrevendo, e tentando melhorar em tudo.

15. O que você diria para alguém que está iniciando a escrita do seu primeiro livro?

R: Não mostre ela para ninguém até que o primeiro rascunho esteja pronto. Opiniões alheias durante seu trabalho pode atrapalhar muito, fazer com que se perca na narrativa e até mesmo desista de continuar. Já aconteceu comigo. 

16. Na sua opinião: Qual o pior erro que um autor pode cometer durante a escrita do seu primeiro livro?

R: Tentar imitar outros autores. Influências sempre existirão e não há como evitar, mas tem muitos autores que começam a escrever seus primeiros trabalhos como uma imitação de outro, o que é um grande erro. Também não escreva pensando ou que seu trabalho é ruim demais ou bom demais, apenas sente e escreva. 

17. Onde podemos encontrar seus livros para compra? Qual você indica que nossos leitores conheçam primeiro?

R: Meu primeiro livro pode ser encontrado no site da editora Fragmentos: http://www.editorafragmentos.com.br/pd-400c39-pre-venda-o-poeta.html?ct=107b51&p=1&s=1 , e em breve estará disponível
no site de outras livrarias, como Cultura e Submarino.

18: Qual a sua opinião sobre a literatura nacional nos dias de hoje? Acha que é bem divulgada pelos blogs literários e editoras?

R: Eu vejo a literatura nacional hoje como algo que ainda pode ser muito explorado, em diversos gêneros e me deixa muito feliz que exista tanta gente que anseia pela literátura. Vejo que existem muitas pessoas que ainda possuem preconceito com autores nacionais, mas isso vem mudado um pouco com o passar do tempo, o que é ótimo. Eu acredito que o autor e os blogs literários divulgam muito 
melhor o trabalho do autor nacional do que as próprias editoras.

19. Se você pudesse dar um conselho para os seus amigos escritores por meio desta publicação, o que você diria a eles?

R: Não importa qual gênero você escreva, leia os contos de Edgar Allan Poe. Cada um deles é uma aula valiosa que não pode ser desperdiçada.

20. Obrigado pela oportunidade de conhecer um pouco mais de seu trabalho. Sucessos! 

R: Eu que agradeço por essa entrevista, o prazer é todo meu. Podem aguardar mais histórias sombrias e perturbadoras, pois muitas outras virão! ;)

O AUTOR

Gabriel Mattos nasceu em Sapucaia do Sul, mas viveu a maior parte da vida em Porto Alegre. Estudante de jornalismo e é apaixonado desde criança por histórias de terror e ficção, tendo criado suas próprias 
desde muito novo. Escreveu “O Poeta”, seu primeiro livro, quando tinha dezesseis anos, e desde então acabou por escrever diversos contos de terror e horror, onde publica alguns em seu blog pessoal, Oficina
dos Horrores, sob o pseudônimo de “Dremock Vannir”. 

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