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[ENTREVISTA] Pedro Pennycook — Autor do livro (DES)AMOR

Pedro Pennycook | Acervo Pessoal | Reprodução

Diretamente de Recife. Nosso entrevistado de hoje é escritor, poeta e dramaturgo. Pedro Pennycook nasceu dentro das mais profundas necessidades de escrever.  Sentimentos que transbordam, que dilaceram, que machucam, que curam e deixam marcas. Inspirado pela vida a se aventurar nas páginas de um livro e incentivo de sua mãe que por coincidência é professora, Pedro escreveu seu primeiro livro aos treze anos de idade. Atualmente, Pedro está lançando seu primeiro livro intitulado (DES)amor através da editora autografia, o livro já está em pré-venda.

Confira mais detalhes de "(DES)amor" em nossa publicação. E em clima de lançamento, entrevistamos o autor para uma conversa rápida acerca de sua experiência no mercado editorial, dicas para outros autores e outros tópicos incríveis que você poderá acompanhar, agora.

1 . Como nasceu o seu relacionamento com a escrita? 

Comecei a escrever ainda enquanto criança. Diz-se que filho de professora nasce com os pés plantados nas letras, mas joguei-me inteiro para dentro dos livros. Possui grande incentivo por parte de família e professores. Amante de poesia, minha mãe inspirava-me com suas antologias românticas e seus infinitos e grossos livros embaixo dos braços.

2. Qual foi o primeiro livro que você escreveu? E como surgiu a ideia de escrever um livro?

O primeiro livro que tomou forma de fato fora o (des)amor, mesmo tendo escrito pequenas coletâneas de contos durante o Ensino Médio. Bom, o livro plantou-se da mais antiga semente poética— como sempre digo: não há poeta sem amada, assim como não há poesia sem dona. Meu primeiro veio disso, pequenos versos que formava para minha antiga namorada; pequenas estrofes que ornamentavam-la os cadernos e que hoje viraram livro.

3. Quais suas principais inspirações literárias?

Diria que como todo bom pós-moderno, Drummond; João Cabral e Vinicius são indispensáveis para todo poeta que se preze. Particularmente, possuo paixão pela bossa-nova — devido à uma formação no Conservatório Pernambucano, que me oferecera o conhecimento para com a música erudita. Cito ainda Pessoa e Hugo Mãe, como pais do português moderno e actual. 

4. O que você considera mais difícil durante a escrita de uma história?

Acredito que o mais difícil e atormentador para qualquer escritor é manter suas histórias longe das estórias. Todos encontramo-nos emaranhados de memórias, ao escrever — o que torna sempre sentimental — e praticamente impossível — a dissociação entre estória e história. Eu particularmente não acredito em ficção, mas em formas criativas de contar realidades. 

5. Quais seus livros? E qual deles você mais gostou de escrever?

Mesmo só publicando o (des)amor em 2017, possuo mais dois já finalizados. Acredito que o trabalho poético tenha de ser revisto e relido incessantemente, antes de sua publicação. Todavia, afirmo que o último sempre é o mais prazeroso. Sempre é o filho mais novo o mais mimado da família.

6. Qual de seus personagens você mais gosta?

Dos personagens? Hahahaha. Devo dizer que Eu. Eu no papel sou um eu muito melhor do que jamais teria sido na vida real.

7. Como você sente quando recebe um comentário positivo acerca de sua obra?

É absurdamente gratificante. Escrevo para o Medium fará cerca de um ano, e de vez em quando chegam-me mensagens de pessoas de cidades distantes, mundo completamente diferentes, dizendo-me como meus textos conversam com elas. Isso é estarrecedor, simplesmente mágico. Como brinco, invadi-los as telas — agora hei de invadi-los as salas de leitura, para conversas profundas e gostosas. 

8. Pretende escrever novos livros? Tem algum projeto em mente chegando?

Como dito, há mais dois livros de poesia escritos e finalizados. Todos completamente diferentes em estilo, estética, linguagem. Quando a literatura, não há escolha entre parar ou não — só em qual estação desceremos desta vez. Ainda não sei o que passará por minha mente por estes anos, mas com certeza não pararei de publicar.

9. Qual gênero literário você mais se identifica?

Ironicamente, amo ler novelas. Jamais as escreveria, no entanto. Muitas estrofes e textos justificados, para mim. Então digo que como leitor, viveria das novelas de Lispector, Capote e Isherwood. Como escritor, nada jamais tirará a loucura, irreverência e imprevisibilidade dos poemas.

10. O que você diria para as pessoas que estão conhecendo tanto você, quanto a sua escrita agora?

Diria para sentarem e respirar fundo hahahaha. Honestamente, escrevo com tudo que tenho e com toda a veemência e força que minhas palavras são capazes de conceber. Não gosto de texto murcho, poesia tem de ter vida — ou morre na praia, como dizemos em Recife. Não tenho medo das palavras difíceis, mesóclises ou temas polêmicos — gosto de fervilhar a mente do leitor. Então digo que se sentem e aproveitem a viagem.

11. O que as pessoas devem esperar da sua escrita?

O novo. Neste livro, onde decidi tratar do sentimento mais humano possível, explorei o português em dois extremos. De um lado, a gramática seguia lusitana — formal, acentuada e pomposa; como um bom romance clássico. Do outro, gaúcha — de sangue fervente, moderna e guerreira; como toda boa revolução. A escrita de (des)amor veio para revolucionar em tudo — métrica, gramática, estrofes e versos; todos meticulosamente calculados para causar o espanto necessário para acender uma revolução digna de uma literatura marcante como a lusófona.

12. Qual passagem do seu livro te marcou mais? Existe um trecho que você goste mais que os outros?

Acredito que a ‘Receita do Artista’ marcou demais. E, sem ao menos reparar/ sem troca de anéis ou nada/ será eternamente amado; /nem reparando na escolha /de sua amada."

14. O que te inspira a continuar escrevendo?

Acredito que precisamos  lutar pela nossa literatura. Frequentemente encontro-me em discussões com colegas, abordando a necessidade de trazer o público à interessar-se novamente por literatura séria. Tenho medo profundo do dia que o Facebook e todas suas páginas alienem nossos leitores.

15. O que você diria para alguém que está iniciando a escrita do seu primeiro livro?

Diria que não desista. Que faça diferença e escreva sobre coisas que importam, de forma que importe. Não escreva como já está escrito. Se o tema é clichê, subverta a forma; o gênero; a estilística — mas não caia nunca na estagnação.

16. O que você tem a dizer para os leitores do catraca seletiva?

Digo que acompanhem o trabalho do Vitor fielmente, pois é alguém de bom gosto e bom coração — coisa esta, que está cada vez mais rara. Quem ainda não falou com ele, e duvida de mim, pode ir enchê-lo de mensagens no facebook, que ele adora :)

17. onde podemos encontrar seus livros para compra? Qual você indica que nossos leitores conheçam primeiro?

O Livro está a venda no site da Livraria Cultura e no site da Editora Autografia;



  1. http://www.livrariacultura.com.br/p/desamor-46463413


Conheça a obra:


Titulo: (DES)AMOR
Editora: Pedro Pennycook
Páginas: 154
ISBN: 978-85-5526-936-3
Páginas: 154
Ano de publicação: 2017
Compre na pré-venda: Autografia


Tem coisa mais apaixonante do que você ficar sabendo que um autor "x" vai lançar um livro de poemas? Não sei se vocês sabem, mas eu costumo ler bastante poemas e isso se dá ao fato da forma com a qual os poemas são construídos e na forma com a qual os autores abordam os sentimentos nas entrelinhas. 



Sobre o autor:




Recifense, Pedro Pennycook nasceu artista. Escreveu seu primeiro conto aos 13 anos, não parando de experimentar a escrita desde então. Participou do Conservatório Pernambucano de Música, fazendo das melodias uma grande influência para seus poemas. Passando pelas áreas visuais, trabalhou com programação estética e design; posteriormente, trazendo para a escrita a engenharia minimalista e visual dessas áreas, tão presente em toda sua obra.

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