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[ENTREVISTA] Rafael Sales — autor de "Silhuetas na Penumbra"

Rafael Sales - Reprodução/Acervo Pessoal


1. Como nasceu o seu relacionamento com a escrita?

Quando eu era mais novo, escrevia roteiros para HQs que eu tentava desenvolver, além de histórias para os famosos jogos de mesa, fichas e dados, o RPG, após desistir de desenhar eu reli inúmeras vezes aqueles roteiros e sentia que podia fazer algo com eles, mas ainda não tinha a percepção no que poderiam virar, foi após ler o primeiro autor nacional contemporâneo, André Vianco, que eu consegui ver as possibilidades para se produzir literatura fantástica, um gênero que até aquela idade eu pensava estar contido apenas em filmes e seriados. Desde então comecei a produzir contos, criar enredos mais elaborados para os jogos de RPG até me ver envolvido na produção da minha primeira obra original.

2. Qual foi o primeiro livro que você escreveu? E como surgiu a ideia de escrever um livro?

O primeiro livro foi “Penumbra” e veio das minhas experiências como narrador de RPG, após criar um jogo com esse nome e ter um sonho maluco envolvendo anjos, explosões e minha antiga escola. Passei 3 meses escrevendo em cadernos toda a história para depois passar para o computador e mudar boa parte do enredo.

3. Quais suas principais inspirações literárias?

Me inspiro muito em autores nacionais como André Vianco, Eduardo Spohr e Raphael Draccon, além das trajetórias de sucesso de nomes como Bianca Briones, Danilo Barbosa, Susy Ramone, Carolina Mancini entre outros que me servem de fatores motivacionais para prosseguir nessa jornada. Edgar Allan Poe, Stephen King e Neil Gaiman também estão entre os autores que me influenciam com seus escritos repletos de significados, qualidade e tons únicos. 
Rafael Sales - Acervo Pessoal

4. O que você considera mais difícil durante a escrita de uma história?

Descrição das características físicas dos personagens. Sempre acho que estou fazendo um retrato falado para a polícia quando tenho que fazer a descrição dos personagens, mas levo bastante tempo para amarrar as muitas camadas que insiro nos livros durante a parte de planejamento do enredo. E por fim a escolha dos títulos sempre foi e sempre será uma tortura seguida de um alívio quando consigo elaborar um que se encaixa perfeitamente na história.

5. Quais seus livros? E qual deles você mais gostou de escrever?

O livro que começou com o nome de Penumbra deu origem a uma série chamada Silhuetas na Penumbra que conta com três livros ainda em produção, oito contos e um volume extra. Eu sou apaixonado por essa série, até pelo motivo de ser o meu projeto literário de maior duração, mas de todo o processo de escrita eu amei fazer os contos, pois neles estão as facetas das personalidades de muitos personagens secundários do enredo principal da série. Nos contos eu pude testar diferentes vozes com diferentes tramas e estilos, desenvolvendo conflitos familiares até combates entre criaturas que não tiveram espaço para aparecer no livro 1 da série.

6. Qual de seus personagens você mais gosta?

Silhuetas na penumbra - O primeiro alvorecer
Sempre gostei muito de escrever as cenas nas quais Lucas está envolvido, mas desde que comecei a trabalhar nos contos um personagem secundário que eu gostei de desenvolver foi Anitiell.

7. Como você sente quando recebe um comentário positivo acerca de sua obra?

Comentários positivos, assim como os negativos construtivos, são sempre bem-vindos, e eu sou uma explosão de sentimentos, exagerado em tudo, então eu vibro, choro, dou risada, meu dia fica ainda mais lindo, mas depois eu respiro e volto para ver onde eu acertei, qual parte da história o leitor gostou ou qual feeling o fez despertar a atenção e a partir daí tento manter o ritmo, o mesmo com comentários negativos, se são criticas construtivas eu analiso e pratico a melhoria.

8. Pretende escrever novos livros? Tem algum projeto em mente chegando?

Eu possuo uma pasta no PC onde estão diversos rascunhos de histórias que um dia eu pretendo terminar, atualmente me foco na produção e promoção da série “Silhuetas na Penumbra”.

9. Qual gênero literário você mais se identifica?

Literatura Fantástica, pois amo ler sobre anjos, demônios, criaturas do sobrenatural e as diversas versões que os mitos e lendas ganham nas vozes e imaginações dos autores.

10. O que você diria para as pessoas que estão conhecendo tanto você, quanto a sua escrita agora?

Pode chegar perto, não morto nem faço rituais satânicos.

11. O que as pessoas devem esperar da sua escrita?

Uma nova roupagem das lendas de anjos, demônios e toda sorte de criaturas sobrenaturais, pois na série misturo esses estereótipos já conhecidos do público com mitos indígenas. Claro, eles foram adaptados em prol da narrativa, mas é uma maneira de fazer um resgate a nossa mitologia, algo como “ei, nós temos bastante repertório cultural, dá para imaginar e fazer anjos invadindo uma aldeia enquanto a tribo pede proteção a Tupã” por exemplo. 

12. Qual passagem do seu livro te marcou mais? Existe um trecho que você goste mais que os outros?
Silhuetas na Penumbra - Rito da criação

Até o momento a protagonista Elisa Adágio foi o personagem que mais me marcou, escrever sobre ela, suas mudanças, conceitos e por tudo o que ela passou e mesmo assim tomar uma decisão difícil a torna marcante para mim, pois acho que eu não teria a mesma coragem que a dela. Dos contos que foram publicados até agora, uma das cenas que sempre me veem a cabeça quando falo da série é de quando Anitiell vê um casal na praça, a história desse casal segue em plano secundário e paralelo ao enredo principal, mas tem uma força muito grande e acredito passar uma mensagem de amor importante para os dias de hoje.

13. Como foi a recepção do público com relação ao seu primeiro livro?

A série ainda é pouco conhecida no meio e nas plataformas Wattpad e LuvBook, embora eu tenha recebido comentários bastantes positivos e comparações a uma das minhas grandes influências. O primeiro volume, Ritos da Criação, que na real é uma introdução a serie, já conta com mais de 1K de visualizações e a página no Facebook recebe novos curtidores e comentários a cada dia, às vezes sou surpreendido com pessoas de outros estados comentando sobre a série ou mostrando interesse em procurar o livro físico para comprar, embora ele só tenha online. 

14. O que te inspira a continuar escrevendo?

Sem dúvida os leitores e o carinho que recebo deles, não importa se tenho um ou um milhão de pessoas que se interessam pelo o que eu tenho a dizer, saber que de alguma forma eu toco essas pessoas, deixo uma mensagem positiva para eles ou se eu ajudo por alguns minutos essas pessoas fugirem de seus problemas imergindo elas em um mundo onde tudo é possível estimulando sua imaginação, já vale todo o esforço.

15. O que você diria para alguém que está iniciando a escrita do seu primeiro livro?

Rafael Sales | Reprodução
Ouçam os conselhos e filtrem os comentários negativos. É algo bem complicado fazer essas duas coisas, ainda mais as duas juntas, pois quando terminamos de escrever um livro ele se torna o nosso amor incondicional, nossos sonhos transportados para o papel (ou para a tela do computador) tudo o que você imaginou está ali, da forma como você planejou, então a sensação de que você escreveu a melhor obra que você já leu na vida é grande, porém toda essa euforia pode se tornar em sua pior frustração se não controlarmos os ânimos. Não existe livro perfeito na primeira versão, não existe livro perfeito sem passar por revisores, leitores betas, editores, criticas, em suma não existe livro perfeito. Você vai olhar o seu livro daqui a 10 anos e vai ver coisas nele que gostaria de mudar, logo ele não é perfeito. Então separe aqueles comentários de pessoas que só querem puxar seu saco, daqueles que realmente acreditam na sua obra e querem vê-la melhor, o mesmo vale para as críticas negativas, tem muita gente que destila ódio por tudo o que vê e elas serão cruéis com você também. Mas como saber a hora de filtrar e ouvir os conselhos? A resposta é simples (mas o trabalho não é pouco), basta ler muito, leia de tudo, veja se o que comentaram do seu livro aparece em algum outro que faz sucesso e se isso é realmente um defeito, analise a pessoa que está falando do seu livro, se ela tem algum conhecimento técnico ou se os comentários foram baseados em “achismos” para te detonar, e quando eu falo em conhecimento técnico, até um leitor voraz possui isso.

16. O que você tem a dizer para os leitores do catraca seletiva?

Obrigado por dedicar alguns minutos do seu tempo para ler o que eu tenho a dizer nessa entrevista. Obrigado pela visita e por seu apoio e espero encontrá-los em algum evento, na página do livro, nas redes sociais, não fiquem com vergonha, podem vir me dar um oi.

17. Onde podemos encontrar seus livros para compra? Qual você indica que nossos leitores conheçam primeiro?

A série está disponível gratuitamente no Wattpad e no site LuvBook, você encontra todos os títulos liberados até agora no meu perfil (www.wattpad.com/user/RafaelSales) e se você quiser mergulhar com total entendimento aconselho começar por Ritos da Criação, que é o volume extra onde apresento as descrições dos fatos ocorridos na cronologia do mundo, seguido por Ambições Celestes e por fim (até agora) O Primeiro Alvorecer. 

18. É chegado ao fim da nossa entrevista. Muito obrigado pela oportunidade e pela paciência. Sucessos!

Agradeço pela oportunidade e espero estar figurando por essas páginas mais vezes.
Abraços!

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