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[RESENHA] Todos os mentirosos — Lucas Mota

ISBN: B01HCFLGD0
Ano: 2016 / Páginas: 185
Idioma: português 
Editora: Independente
Compre: Amazon

Léo descobre ser capaz de fazer qualquer um dizer a verdade. Saturado com a rotina de um emprego que o desagrada, decide experimentar seu novo poder enfrentando as mentiras a sua volta.Mas quando expõe algumas verdades, sofre a inevitável represália de uma cidade acostumada com ilusões, encarando o autor dos maiores embustes de sua vida.
E se você tivesse o poder de fazer qualquer pessoa dizer a verdade? E se você pudesse descobrir o que as pessoas estão pensando verdadeiramente somente perguntando para elas? O que você faria se você pudesse decifrar a mentira dentro da mentira alheia? O que você faria? Em "Todos os Mentirosos", iremos conhecer Léo, um simpático publicitário que detesta em todos os aspectos e formas a mentira, afinal, qual a necessidade de se mentir sobre um produto para uma propaganda bem feita? Ninguém merece levar algo para casa, sem saber realmente se aquilo é benéfico ou não, ou seja, nosso protagonista aparentemente, possui um bom coração e bons pensamentos acerca da verdade.

Nosso protagonista (Léo) descobre ser dotado de um grande poder durante uma entrevista relacionada a política com um grande nome da sociedade, porém, seus dons não lhe trazem benefícios de imediato. Com o tempo, vê-se obrigado a desvendar todas as mentiras ao seu redor envolvendo grandes nomes, porém, existem certas mentiras que devem permanecer no anonimato.

Se a verdade dói, a mentira corrói. Léo possui bons sentimentos em seu coração, porém, acaba sendo tomado pelo poder quando descobre sobre seu dom. A partir do momento em que algumas mentiras começam a vir a tona, a sociedade começa a sofrer, afinal, várias mentiras relacionadas ao governo, poderes políticos e outros foram desvendados, descobertos e algumas coisas não devem ser expostas da forma como foram. 

Mentir é mais fácil do que admitir que não conseguimos, que erramos, que não iremos muito além das expectativas das pessoas e que todo mundo estava com a razão, exceto, você. Costumamos mentir pelos mais variados motivos, porém, é sempre para engrandecer o nosso ego, afirmar que podemos fazer algo que nem temos a absoluta certeza se podemos ou para se sobressair em alguma situação na qual estamos menos favorecidos.

Algumas pessoas mantem a mentira em suas vidas como uma válvula de escape, como se aquela mentira fosse trazer uma certa paz e sossego interno, afinal, ninguém sabe da verdade. Mas, e se a verdade viesse a tona? Como todos reagiriam? Certamente a pessoa que proferia as mentiras se sentiria péssima — ou talvez nem tanto — e aquelas pessoas que antes estavam habituadas a acreditar em cegonha, agora terão que encarar a triste realidade que nem todo castelo é feito de açúcar.

Alguns segredos foram feitos para serem guardados, aliás, todos foram feitos para ser guardados, por este mesmo motivo que se chamam segredos. O protagonista desta história, Léo, descobre ser portador de um superpoder que todos nós gostaríamos de ter: De desvendar aquilo que se esta em oculto, de saber da verdade por trás da mentira, de tirar a segunda máscara das pessoas que dizem-se ser quem na realidade não são, de desvendar fatos que aparentemente não são o que aparentam ser.

Com uma narrativa simples e em primeira pessoa, Lucas nos apresenta o universo dentro de Léo. Um garoto que estava entediado com seu trabalho e agora poderia trabalhar sem que se sentisse entediado. A mentira ela existe por dois motivos, o primeiro é pelo fato de nem todas as pessoas estarem prontas para a verdade, e a segunda, é que a verdade nem sempre está relacionada diretamente com o que as pessoas desejam ouvir, afinal, algumas mentiras sustentam pilares na sociedade.

O livro é bastante filosófico e mostra um personagem com uma boa capacidade de raciocínio e extremamente extremista, não medindo esforços para conseguir o que se quer em momento algum. O livro é bem reflexivo, o que pode não fazer algumas pessoas não gostarem, para se gostar deste personagem você precisa conhecer primeiro seus ideais, sua vida e o que ele passava naquele momento para tomar as iniciativas que tomou e se perguntar: Será que eu no lugar, faria diferente? Acho que não.

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