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Um descampado sob o céu azul

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É como eu me sinto, abaixo de um grande absurdo, vivenciando os dias de cólera, amedrontado pela sombra da perda. É que a vida tem dessas, de nos tirar brisas e nos entregar redemoinhos, de colher dos nossos risos serpentinas, e nos dá torrenciais. É que ninguém se torna feliz pela felicidade do outro, mas almeja do outro a sua felicidade por pura vaidade.

Ah, o homem. Já escrevi sobre o seu egoísmo e a sua capacidade para a maldade e a covardia em outros textos, mas não me canso de falar sobre a sua culpa. É que a maldade é uma espécie de covardia que o homem comete a si próprio, e projeta no outro, a fim de amenizar a sua culpa, tornando-se ainda mais culpado, por não saber lhe dar com a sua carne e o seu espírito. Quantos níveis serão necessários ser alcançados pela humanidade para que se possa chegar ao ápice da loucura e se tenha paz? Só há paz na loucura, só os loucos são bons. Os loucos estão despidos, entregues a vida, como eu estou agora, entregue a mim mesmo, submetendo-me as minhas vontades e desígnios para não ser ninguém, e só ser numa passagem que não diz respeito a mim, e que não faz jus ao que sonharam pra mim.

Mas eu sou fraco, tão fraco quanto qualquer outro ser humano, e tenho desejos, e tenho sentimentos possessivos, que me levam para as margens de mim.

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Margeiam em mim guerras inacabáveis, movimentos de galáxias e buracos negros que se consomem. Substancias muitas que ainda não foram descobertas pelo homem, margeiam no meu caos, pois eu sou um caos, eu sou o inicio de mim mesmo, e aonde termino, não tem nome, só uma cor, que é invisível.

É como eu me sinto. Um caos. Um caos inerente a tudo, e que padece diante da sua autoafirmação enquanto homem, pairando, pairando, pairando... Num descampado sob o céu azul.



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