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Papeando com Diego Guerra

Diego Guerra | Acervo Pessoal | Divulgação

Diego Guerra (21), é natural de Riberião Preto (SP), porém, vive atualmente em São José do Rio Preto (Sp), onde cursa Licenciatura em Letras, pela Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho (UNESP), no campus: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE), com habilitação em Língua Portuguesa e Inglesa.

E é com ele com quem iremos bater um papo hoje.

01. Quem é Diego Guerra?

Sou um jovem apaixonado por contar histórias, quero em cada narrativa minha levar meus leitores a mundos nunca antes descobertos, e a viverem aventuras inéditas. Sempre prezo em minhas obras, acima de tudo, que o leitor possa se transfigurar em meus personagens. Acredito que por esse caminho a ficção cumpre sua função. 

02. O melhor lugar para o surgimento de riscos e rabiscos é…? Em um guardanapo sujo, ou uma folha amarelada, algumas idéias não pedem licença. 

03. Qual o ambiente preferido para trabalhar? Por que? Em casa, no quarto, sem música, ou barulho qualquer. Ambientes assim são mais favoráveis para mim.

04. O que todo bom profissional precisa saber para executar bem seu trabalho?

Bem, primeiro, acredita no seu potencial, sempre buscar pelo conhecimento, e acima de tudo levar consigo uma gigantesca dedicação.

05. O que impede a criatividade nas pessoas durante a execução de um trabalho? E como vencê-la? Acredito, pelo menos no meu trabalho, que o bloqueio acontece muito quando estou focado muito em um ponto objetivo, trabalhando demasiadamente em um micro-espaço e me esquecendo da obra completa, assim o distanciamento da problemática sempre me ajuda a retomar o ponto de partida.

06. A quanto tempo você trabalha com a escrita? Escrevo há quase 7 anos.

07. Uma viajem inesquecível seria dentro do universo de qual livro? Sei que pode parecer clichê, mas Harry Potter, marcou a minha geração e para muitos de nós foi uma completa transição de espaço e tempo. Devemos nos lembrar de nossas raízes, sempre.

08. Uma frase que você leu em algum livro e nunca esqueceu? Recentemente li no livro O velho e o mar, de Ernest Hemingway: “Imagine o que seria se um homem tivesse de tentar matar a lua todos os dias', pensou o velho. 'A lua corre depressa. Mas imagine só se um homem tivesse de matar o sol. Nascemos com sorte’.”

09. Trabalhar escrevendo  é... Como a aventura de um escultor. 

10. Se não trabalhasse dentro da literatura, o que estaria fazendo da vida hoje? 

Provavelmente lecionando literatura, língua portuguesa, ou inglesa, o que ainda farei!  

11.Onde fica/o que você faz quando busca inspiração? 

Leio, observo as pessoas, assisto filmes, séries, de qualquer forma, sempre busco beber da fonte, e de fontes distintas, que podem ajudar na consolidação do que eu pretendo no meu estilo literário. 


12. A melhor página em branco é... a última de um belo romance. 

13. Fale-nos sobre seus livros. Como surgiu a ideia de escrever um livro? 

Falarei nessa resposta sobre meu livro “O novelo do Verbo”, que está sendo editado pela Editora Fragmentos, o primeiro que publicarei de modo físico em livrarias. Bem, essa obra é uma coletânea dos meus poemas, que resultou depois de um árduo trabalho mantendo minha página no facebook e outras mídias sociais, onde comecei a publicar textos curtos, e poesias. Os poemas de longe estouraram, tiveram uma grande aceitação, assim, muitos leitores vieram me procurar perguntando se eu já tinha alguma obra publicada, queriam ler algum livro meu. E nesta época um amigo meu de outra editora, que lia um outro original, me deu essa ideia, “por que não escrever um livro com seus poemas para começar a publicação?”, pensei nisso e nos meus leitores, até que saiu essa obra que em breve estará disponível nas livrarias para todos. 


14. Dos personagens criados por você, qual se tornou seu melhor amigo? 

Com toda a certeza eu amo muito meus personagens, todos eles, e me apego a cada um de modo muito especial. Recentemente comecei a publicar o meu conto “Os pés de Carolina” totalmente gratuito pela plataforma Wattpad. Carolina para mim é uma personagem simplesmente incrível, a forma que ela vê o mundo e é sempre capaz de remontá-lo, me encanta, porém, acredito que de todos os contos que já escrevi e meus dois romances, ainda não publicados, meu personagem favorito está escondido em um livro que atualmente estou reescrevendo, e em breve também estará publicado a todos de modo online pelo Wattpad ou por outra plataforma, não sei bem ainda.. Vocês saberão o nome... 


15. Onde poderemos encontrar seu livro para compra? 

Acredito que no final desse semestre o livro: “O novelo do verbo” já estará disponível nas livrarias online, como cultura, amazon, etc... Até lá, podem acompanhar minhas outras obras disponíveis no Wattpad, e meus poemas pela minha página no facebook.

16. Uma dica bacana para quem deseja iniciar a escrita de seu primeiro livro?

Visando o romance, a única dica que dou, é a mesma que pra mim está sendo e sempre foi essencial para a escrita, o “planejamento”, se você quer se tornar escritor, tem que se “profissionalizar” e encarar a função como tal. Os autores não podem se perderem numa obra, em personagens, enredo, para isso tem softwares que nos auxiliam, podem fazer fichas de personagens e afins. Como muitos de nós trabalhamos com o Word, e ele não é um programa feito especificamente para nós, para isso precisamos de ajuda para poder enxergar um panorama da obra, para facilitar a manutenção desta, além, claro, do comprometimento que o autor precisa tem com a criação da obra. 


17. Como nasceu o seu relacionamento com a escrita?

 Bem, meu “caso” com a escrita começou na adolescência, simplesmente pelo impulso de querer me dedicar a escrever as diversas histórias que passavam na minha cabeça, e o engraçado é que nunca fiz grande esforço para que elas surgissem, o primeiro romance que escrevi ainda aos treze, quatorze anos, que ainda não reescrevi, tampouco publiquei, surgiu em um dia pacato. 


18. O que você considera mais difícil durante a escrita de uma história?

 Pra mim, sempre é um grande desafio a primeira página, o primeiro capítulo, meus amigos, minha namorada... coitada... (risos) sabe como isso é difícil pra mim, quero dizer, eu sei a história, sei como deve começar, mas me preocupo muito com o começo, é ele que tem a magia de cativar e conquista o leitor, um começo mal feito pode estragar uma obra magnífica. 

19. Quando decidiu se tornar escritor?

Quando escolhi me dedicar “profissionalmente” a isso, tornar o meu prazer em obras. 


20. Como você sente quando recebe um comentário positivo acerca de sua obra?

 Gosto bastante, é claro, o reconhecimento de amigos, familiares, e dos leitores em geral são muito gratificante, maior que qualquer dinheiro, são eles que me fazem sentir o “dever cumprido”, minha obra cumprindo o dever pela qual ela foi feita. Aliás, livros são feitos para serem lidos, não?!


21. Pretende escrever novos livros? Tem algum projeto em mente chegando? 

Sim, muitos! Como disse, o meu livro de poemas sai em breve, e eu estou desengavetando alguns de meus trabalhos que nunca foram publicados, estou disponibilizando-os no Wattpad, preferencialmente comecei pelos contos, já tenho alguns escritos, depois vou inserindo os romances. 

23. Qual gênero literário você mais se identifica?

 Não sei se me identifico em um gênero específico, vejamos, para mim que sempre escrevi “aventura”, trabalhar com uma antologia poética me retirou totalmente da “zona de conforto” e foi algo fantástico, me descobri e reinventei, amo a poesia e acho interessante esse bailar dos gêneros. 

24. O que você diria para as pessoas que estão conhecendo tanto você, quanto a sua escrita agora? 

Sejam bem vindas! Espero de todo coração que vocês possam se encantar com o trabalho que desenvolvo, quero que vivam minhas histórias e também meus personagens, estamos ansiosos por vocês!

25. O que as pessoas devem esperar da sua escrita? 

Depende da obra, em “Os pés de Carolina” podem esperar uma escrita leve, dócil e determinada como Carolina se faz na obra, porém em “O novelo do verbo” o leitor é convidado a desenrolar um novelo de todas as temáticas, com uma linguagem crítica, sagaz, porém amorosa, e também aventureira, para os demais, vocês verão em breve!  

26. Qual passagem do seu livro te marcou mais?

Existe um trecho que você goste mais que os outros? Em relação ao “O novelo do verbo” o poema “Serena Morena” foi como um filho malcriado, me deu muito trabalho desde as primeiras palavras até o ponto final, diversos rascunhos, revisões e edições. Passei do ilustrado ao pontual, até que cheguei no resultado que vocês vão ver no livro, mas de toda forma, esse poema me encanta sempre, sua temática forte e impactante é desfrutada em meio a um linguajar que esconde e revela ao mesmo tempo. 


27: Qual a sua opinião sobre a literatura nacional nos dias de hoje?

Acha que é bem divulgada pelos blogs literários e editoras? Acho que sim, e não ao mesmo tempo, depende de qual literatura nacional falamos, se pontuamos os livros de blogueiros do youtube e pessoas midiaticamente influentes, sim, esses são bem divulgados e vendem muito. Porém escritor não é só isso, não são só eles, temos muitos outros escritores, alguns conheço de perto, que são incríveis, um potencial gigantesco, e as editoras (grandes) não abrem espaços, ou quando abrem não divulgam, não ajudam, acaba sendo só mais um na prateleira. Esse é o nosso cenário do mercado editorial, passamos de “a obra ter um potencial de venda” para “o autor que tem uma influencia midiática forte que representa um potencial de venda”. Sinto muito por dizer isso, e viver nisso. 

28. Obrigado pela oportunidade de conhecer um pouco mais de seu trabalho. Sucessos!

Eu quem agradeço toda a oportunidade da catraca seletiva, saibam que vocês, sim, ajudam muito a nossa literatura nacional a caminhar além de todo esse cenário! Obrigado, e a todos, uma ótima leitura. 

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