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Papeando com Matheus Terra

Matheus Terra | Facebook | Divulgação

O nosso papo hoje é com um recém-chegado no mundo da escrita, Matheus Terra (20), reside em Pedreiras (SP) e nos conta como foi o andamento do seu primeiro livro, e claro, detalhes inéditos acerca do lançamento, planos para o futuro e expectativas.

01. Quem é Matheus Terra?

É uma pessoa que a primeira vista parece ser tímido, mas que em pouco tempo de amizade vê-se que não passava de uma impressão. Gosta de literatura, filmes, filosofia e é fascinado pela História, considera que a compreensão do passado é uma ferramenta essencial para o entendimento do presente. Tenta sempre manter a mente aberta e fica facilmente encantado com pessoas com concepções de mundo diferentes.

02.O melhor lugar para o surgimento de riscos e rabiscos é…?

Um lugar calmo, sem muitas distrações e com o maior silêncio possível.

03. Qual o ambiente preferido para trabalhar? Por que?

Prefiro meu quarto para escrever, minha escrivaninha é onde organizo minhas ideias e é onde me sinto mais confortável.

04. O que todo bom profissional precisa saber para executar bem seu trabalho?

A coisa mais importante pra executar um trabalho como escritor, como sendo amador no meu caso, são metas bem definidas, saber o que escrever e como organizar as ideias pra coloca-las no papel da melhor forma possível, escrever histórias, por exemplo, necessita bom planejamento.

05.O que impede a criatividade nas pessoas durante a execução de um trabalho? E como vencê-la?

Um lugar com fácil distração é péssimo pra execução de um trabalho, ser muito interrompido também é um problema. Outro quesito importante é querer criar a todo custo histórias magníficas e contos empolgantes, mas não tirar um tempo pra aprender, pra estudar sobre o gênero escrito, então ter sempre em mente que se deve aprender e conhecer cada vez mais é uma forma de vencer a falta de criatividade, que muitas vezes está associada ao desconhecimento do gênero que a pessoa pretende escrever. Eu mesmo tinha certa dificuldade e rejeitava algumas ideias por serem impossíveis e até absurdas, mas com o tempo fui descobrindo que são essas melhores ideias de onde surgem histórias fantásticas, uma dica pra vencer a falta de criatividade é buscar sempre fugir do que é previsível.

06.Uma viajem inesquecível seria dentro do universo de qual livro?

Dentro de “O Iluminado”, sem dúvida o melhor cenário pra um terror psicológico.

07.Uma frase que você leu em algum livro e nunca esqueceu?

O Aforismo de número 117 do livro “Aurora” de Nietzsche: “Minha vista, quer seja aguda, quer seja fraca, não vê senão a certa distância. Vivo e ajo nesse espaço, essa linha do horizonte é meu mais próximo destino, grande ou pequeno, ao qual não posso escapar”

08.Onde fica/o que você faz quando busca inspiração?

Fico geralmente em meu quarto, matutando alguma ideia, pensando e repensando sobre algum tema sempre com a caneta e papel em mãos, às vezes saio à noite fazer uma caminhada pela cidade, isso clareia minha mente e também me traz inspiração, mas o que mais me inspira são as pessoas e suas individualidades, principalmente as mais profundas e ocultas. Ler biografias, saber a trajetória de vida de meus escritores preferidos também me inspira.

09.Fale-nos sobre seus livros. Como surgiu a ideia de escrever um livro?

Atualmente escrevo um livro e alguns contos isolados. Busco explorar o interior das minhas personagens com diálogos e reflexões que se esbarram sobre visões particulares a respeito da moralidade da sociedade atual e também sobre a percepção mundana que cada um desenvolve durante a trama. Desde muito tempo eu tenho a vontade de escrever livros, mas nunca encontrava uma maneira de começar e ao mesmo tempo sentia que precisava me libertar de algumas coisas, e a melhor forma para essa “libertação” foi a escrita. De início escrevia pra mim mesmo alguns acontecimentos, um desabafo ou coisa do tipo, depois de algum tempo tive a ideia de escrever para as pessoas lerem.

10.Dos personagens criados por você, qual se tornou seu melhor amigo?

Na atualidade o personagem principal do meu livro que está sendo escrito: um rapaz taciturno, de uma família humilde de descendência russa. Ele supera suas próprias perspectivas a respeito de sua vida que cada vez fica mais difícil devido a alguns obstáculos morais, sociais e religiosos.

11.Uma dica bacana para quem deseja iniciar a escrita de seu primeiro livro?

No começo pode ser um pouco confuso devido à falta de ideias e a dificuldade em começar as primeiras linhas, minha dica é não desistir, ser sempre persistente.

12.Como nasceu o seu relacionamento com a escrita?

De uma necessidade de escrever quando queria organizar alguns pensamentos para explicar alguma ideia pra alguém, geralmente não conseguia explicar muito bem de forma falada, então comecei a escrever, organizando meus pensamentos passei a me entender mais, pois minhas ideias ficavam mais claras quando as via escrita, e também a articular de forma melhor.

13.Quais suas principais inspirações literárias?

Minhas principais inspirações literárias são centradas na literatura russa e na filosofia Nietzschiana, elas possuem características que afloram meu pensamento, além de serem fascinantes por suas capacidades de confrontarem alguns costumes morais. Mesmo tendo sido escrito há tanto tempo ainda continuam sendo atuais e me levando sempre a reflexões profundas.

14.O que você considera mais difícil durante a escrita de uma história?

Definir um cenário no qual a trama vai acontecer, algumas vezes fico indeciso sobre onde inserir meus personagens e como eles entrarão em contato com o ambiente.

15.Como você sente quando recebe um comentário positivo acerca de sua obra?

Mesmo não tendo publicado meu livro, algumas pessoas leram algumas partes e também alguns contos separados, e os elogios me dão a sensação de que estou no caminho certo.

16.Qual gênero literário você mais se identifica?

Identifico-me com vários gêneros, mas o romance é o que mais prefiro, não necessariamente sobre o amor de um casal, mas sim uma história longa, com várias tramas e conflitos entre os personagens.

17.O que as pessoas devem esperar da sua escrita?

No livro que estou escrevendo me esforço muito para que minhas personagens tenham reflexões profundas, com diferentes visões sobre o mundo que geralmente contrariam o pensamento de algumas pessoas, mas que de alguma forma demonstre o quão profundo ou superficial algumas pessoas podem ser em determinadas situações.

18.Qual passagem do seu livro te marcou mais? Existe um trecho que você goste mais que os outros?

Pelo fato de o livro estar em andamento não saberei responder qual o trecho que me marcou mais, tudo que escrevi até agora teve uma importância enorme pra mim.

       19.O que te inspira a continuar escrevendo?

Estou ansioso pra saber como o público receberá meu primeiro livro, isso me faz me dedicar ainda mais, mas me inspira muito dar vida às personagens como venho tentando fazer a algum tempo, embora seja recente meus primeiros passos nessa direção.

20.O que você diria para alguém que está iniciando a escrita do seu primeiro livro?

Eu diria o que digo pra mim mesmo, por ser também meu primeiro livro: não escrever com pressa, ter um bom planejamento sobre a história que será escrita, ainda mais no começo acho que as coisas ficam um tanto embaraçadas, talvez um poucos desconexas, mas sempre reler o que escreveu é uma boa dica pra que a história flua sem interrupções ou capítulos que fogem do foco principal do livro.

21.Na sua opinião: Qual o pior erro que um autor pode cometer durante a escrita do seu primeiro livro?

Escrever com pressa esperando resultados imensos, como se seu primeiro livro fosse o próximo Best-seller, sejamos sinceros: a possibilidade de seu ou meu primeiro livro ser estrondosamente interessante e abraçado pelo público é pequena por dois fatores (mas nem por isso seu primeiro livro será necessariamente desinteressante): no Brasil somente uma parcela da população leem livros, e a concorrência no mercado editorial é muito grande, então esperar que o primeiro livro seja uma imensa obra é um equívoco muito grande que pode comprometer a escrita do autor.

22. Qual a sua opinião sobre a literatura nacional nos dias de hoje? Acha que é bem divulgada pelos blogs literários e editoras?

A literatura nacional é imensamente rica, porém nem tão valorizada, há alguns blogs e sites que influenciam a literatura nacional, e creio que seja bem divulgada e apreciada por algumas pessoas, embora haja ainda uma enorme preferência em escritores internacionais.

23.Obrigado pela oportunidade de conhecer um pouco mais de seu trabalho. Sucessos! 


Agradeço ao Catraca Seletiva pela oportunidade de apresentar um pouco do meu livro em andamento e que em breve estará nas livrarias, desse trabalho que tem sido tão significante pra mim e que em breve espero que seja também pra nossos amigos leitores.

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