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Quem escolhe sofrer, sofre menos

Optar pelo sofrimento liberta quem está cativo à um sentimento que não tem mais volta | Canção Nova

Num belo dia você está vivendo um relacionamento de seis anos que durante um bom tempo, nutriu todos os seus sonhos expectativas com relação à escolha da pessoa ideal para sua vida, no outro, você está tentando entender que tipo de problemas ocorrem quando o fim de tudo chega, honestamente, não existem palavras capazes de dizer-nos o que devemos ou não fazer, porém, existe uma atitude sábia nestas horas: Sofrer. Porém, eu não digo sofrer por efeito da causa, sofrer por escolha é a maneira mais sábia de sofrimento. Sofrer até esgotar todas as suas forças e sentir-se no fundo do poço as vezes, é bom, as vezes purifica a nossa alma de todo sofrimento que poderia ser dobrado se negássemos que o fim chegou, por que dai viria o peso da consequência causada pelo término, seguido por problemas emocionais, afinal, o primeiro sintoma que vem até nós quando estamos fragilizados emocionalmente após um término é o sentimento de culpa: O que eu fiz de errado dessa vez?

Ganha a batalha quem consegue passar por todas as etapas do sofrimento por livre e espontânea vontade. Aquela pessoa que deixa se levar pelo momento e conseguem discernir que o sonho alado e o castelo feito de açúcar, se foram. Recusar que o fim chegou é o mesmo que dizer para si mesmo — mesmo que de forma inconsciente — que você tem a certeza ou ideia ou pensamento de que aquela situação poderá ser revertida, e quando isso não acontece, o que vem em seguida? Frustração. Por que todos nós ficamos frustrados quando algo foge ao nosso controle, quando algo não sai como planejamos e principalmente, quando percebemos que fomos desacreditados de algo que por um bom tempo foi simplesmente, o seu tudo.

Aceitar os fatos é o primeiro passo para quem  está decidido a enxergar a situação tal como ela é, e não como gostaria que fosse.

Desgostar é algo que acho meio incomum, e desacredito de quem diga que consegue essa proeza. Só desgosta de alguém, quem nunca amou verdadeiramente, até mesmo por que o amor é a intensificação do nosso ser e da nossa vida pela outra pessoa — Viver pela outra pessoa é uma coisa, viver em função dela, é outra completamente diferente — saber que nossos limites acabaram, chegaram e por fim se tornaram tudo o que não queríamos que fosse (medo, angustia) é a forma mais gentil que a vida pode nos proporcionar de sofrimento, o trazendo até nós, afinal, vamos sofrer, mas vamos sofrer por que escolhemos sofrer, não por que um cara safado que cruzou a esquina do outro lado da rua e demonstrou interesse e acabou não piscando de volta. Vá até um espelho, e pisque para si mesma e comece o processo de "amor próprio", enquanto você viver em função do amor dos outros, você sempre irá sofrer dobrado. Reconhecer que o amor próprio vem acima de todos os outros, é o primeiro passo para sofrer pela metade, por algo que um dia foi inteiro.

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