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[RESENHA] Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel? — Ilana Casoy


ISBN-13: 9788566636284

ISBN-10: 8566636287
Ano: 2014 / Páginas: 360
Idioma: português 
Editora: DarkSide® Books


A primeira parte de Louco ou Cruel? aborda os serial killers sob diversos aspectos e à luz da criminologia, do direito, da psiquiatria e da psicologia, e dedica-se a dissecar esse universo, analisando como tudo começa, quem são as vítimas, os aspectos gerais e psicológicos, os mitos e as crenças, o perfil do criminoso, a psicologia investigativa, a encenação/organização da cena e a análise do local do crime. Na segunda parte do livro, Casoy apresenta em detalhes 16 casos de serial killers que chocaram e marcaram o século XX, entre eles Aileen Wuornos, Albert Fish, Andrei Chikatilo, Ed Gein, Jeffrey Dahmer, Ted Bundy e o Zodíaco, cuja identidade segue desconhecida até hoje. Histórias que habitam as entranhas da humanidade e o que ela tem de pior: perversidade, frieza e falta de sensibilidade que acabam por produzir o mal em escalas inimagináveis.

Eu assisto séries desde os meus seis anos de idade. Minha primeira série foi NCIS (um tipo de CSI, porém mais engraçado e leve). Como outras séries criminais, trata de homicídios, atentados, descobrir evidências... Sempre fui fascinada pelo assunto, pois é brilhante a forma que os investigadores juntam as peças para descobrir quem é o assassino, seu motivo, etc.

  Quando descobri o livro de Ilana Casoy, não pensei duas vezes antes de compra-lo e valeu muito a pena! O livro é fantástico.
  Antes de nos mostrar alguns casos, Ilana nos ajuda a entender um pouco sobre o que realmente é um Serial Killer e como sua mente funciona. Diversos fatores podem contribuir para transformar uma pessoa normal em um assassino, e ela nos esclarece isso em tabelas, dados, gráficos e fotografias. O livro é recheado de fotos (algumas perturbadoras) que nos ajudam a entender ainda mais todo o drama da história tanto da vítima quanto do culpado. A editora Darkside é conhecida pelas suas edições maravilhosas, e estão de parabéns pelo visual do Serial Killers.

  Também temos um insight de como é feita a investigação do FBI, como são realizadas as perícias em cenas do crime ou como o perfil do assassino é montado.

  Uma das coisas que percebi, é que a escritora constrói uma crítica a polícia em alguns momentos:

  “Se os policiais de Milwaukee, assim como tantos no mundo inteiro, não fossem tão preconceituosos e rígidos na construção de estereótipos de boas e más pessoas, Dahmer teria sido interrompido”

  Foram vários os erros policias em diversos casos, como ela explica posteriormente, por não averiguarem um suspeito a fundo ou então por não levar uma evidência óbvia a sério.

Uma das coisas que mais gostei foi o modo que ela conta os casos. As vezes da perspectiva da vítima, que nos faz sentir aflitos a cada frase. Quando usa da perspectiva do assassino, podemos presenciar a loucura na mente da pessoa, e entender sobre algumas peculiaridades do crime. Tentamos desvendar as pistas junto com os policiais em suas narrativas, acompanhando o trabalho incessante da caça ao assassino.
  Apesar de gostar do assunto, nunca havia lido um livro que contasse histórias reais, e achei que esse quote descreve bem o sentimento que tive ao ler:
                              Nenhuma ficção é tão tenebrosa quanto a realidade das vítimas

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  O livro também tem uma sessão de frases ditas pelos mais notórios assassinos, essas são algumas delas:



Eu causei sonhos que levaram à morte. Este é o meu crime
 - Dennis Nilsen



Eu não pude impedir o fato de ser um assassino, não mais que um poeta consegue impedir a inspiração para cantar

  - Dr. H.H Holmes


Nenhum sentido faz sentido

- Charles Manson

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