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Tanto fez, que agora, tanto faz

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Em um dia qualquer você acorda, olha no espelho e imagina milhares de coisas acontecendo, tudo ao mesmo tempo e na mesma intensidade, sem que possamos ou consigamos processar todas, de forma tal que, encontramo-nos sem saída para as armadilhas criadas dentro de nosso emocional e das multifacetadas que a solidão busca apresentar.

O processo de digestão do término de um relacionamento é muito mais complicado do que se parece, se for daqueles relacionamentos onde a pessoa era constantemente presente, agora, a presença que se faz é da ausência nos momentos em que duas almas pareciam se cruzar e viviam interminavelmente todos os momentos, sentindo cada aflorar da pele, do desejo e da vontade.

Eu estou cansado de terminar tudo e nunca conseguir finalizar nada. Terminar-me pela metade e deixar-me esvaziar de forma colossal, onde nossa vontade, sonhos e desejos cruzam-se com nosso eu de ontem, perguntas pairam sobre quem fomos um dia ou sobre o que restou de nós depois de tudo. Nossa vontade é gritar para todos, porém, seria extremamente vergonhoso deixarmos transparecer que nosso sentimento ainda pulsa, e que talvez, vá conosco para cova.

Culpar quem não está presente é o mesmo que reconhecer que a ausência é de fato nossa culpa. Tanto fez, que agora, tanto faz. O que será que eu fiz para que você corroborasse com estes sintomas de saudades? As reflexões em minha cabeça passam dia após dia, como se eu fosse desvendar, descobrir ou simplesmente entender o que houve na sua cabeça para colocar-nos dentro de uma equação limitada de amor. Anos que por um instante, tornaram-se segundos, e por outros, nem se quer existiram.

Uau, como o primeiro abraço a gente nunca esquece né? Nem mesmo o primeiro beijo é tão reconfortante, é como se o calor do abraço nos provasse que conseguimos aquilo o que almejamos, a presença, o físico, a vontade de ter mais perto, enfim, você. E agora, o que faço com todo esse sentimentalismo idiota que ficou depois que você partiu? Agora não tenho braços para me confortar, além do meu urso na cabeceira da minha cama, porém, ele não aquece tanto quanto o seu, e honestamente, seu sorriso é bem melhor.

O que nos faz pensar que poderia ter sido diferente? Talvez agora, tudo o que nos resta é aproveitar o fim e celebrar dia após dia, por que quando conseguimos viver sem depender da presença de quem um dia admiramos, amamos ou almejamos ter em nossas vidas, ganha-se uma infinidade de sentimentos novos, sobretudo, o amor próprio.

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