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Um corpo que cai (Vertigo) — Boileau Narcejac

Foto por Rodrigo Padrini | Blog "Mais uma opinião"| Divulgação

Um corpo que cai é uma produção cinematográfica dirigida por Alfred Hitchcock, baseado no livro homônimo de Boileau Narcejac. O enredo muito bem trabalhado pelos roteiristas Alec Coppel e Samuel A. Taylor nos mostra a riqueza das telonas explicitadas através da figura reverenciosa de Hitchcock. A produção possui uma direção muito bem elaborada que transita entre uma cena e outra com peculiaridades á serem descobertas  através de muita atenção por parte do espectador, o cinéfilo mais experiente pode facilmente perder-se ou ficar confuso ao fim da obra caso desvie o olhar por alguns segundos da produção, cada segundo aqui conta minuciosamente para uma melhor compreensão do enredo, aliás, não estamos falando de um diretor qualquer, estamos falando de Hitchcock e de uma de suas produções magistrais. 


Hitchcock também é responsável pela dela direção de Psicose, o clássico do motel Bates arrebatou milhares de fãs em todo o mundo, e é usado frequentemente como referência para fazer alusão ao diretos, afinal, foi uma de suas produções de maior sucesso, porém, não tanto quando um corpo que cai. Um corpo que cai é um dos filmes que carrega em si uma essência puritana, talvez esta obra seja a que recebeu um cuidado maior com relação a criação de falas, transição de telas e diálogos mais inteligentes e bem elaborados.





O enredo fala sobre o detetive aposentado John Scottie que sofre de um terrível medo de alturas. Certo dia, um amigo pede a John que siga sua esposa. Ele aceita a tarefa e começa a segui-la por toda parte. Ela demonstra uma estranha atração por lugares altos, levando o detetive a enfrentar seus piores medos. John começa a acreditar que a mulher é louca, com possíveis tendências suicidas, quando algo estranho acontece nesta missão.

O enredo ele é tão bem construído que algumas particularidades passam despercebidas com a transição de fatos. Antes de ser contratado para seguir a esposa do amigo, John sofre uma experiência dolorosa com relação à altura, e começa a temer o que ela possa fazer consigo, afinal, ela foi a responsável por um dos piores dias de sua vida, e agora, teria que enfrentar o medo, as lembranças e todo o mal que lhe acometera à alguns dias.

A obra mostra-se promissora e com doses extremistas de perfeccionismo. Se você é um cinéfilo de primeira conseguirá compreender todo o contexto envolvendo a obra de Alfred e toda a minuciosidade usada para trabalhar o enredo do detetive John e seu mais recente caso. Um filme para ninguém botar defeito, com cenas, diálogos e transições e momentos inesquecíveis.

Algo que pontua de forma positiva o enredo de Hicth, é a atuação mais que brilhante de James Stewart como o detetive John. Compreendendo claramente os pontos aos quais deveria entregar-se e instigar o espectador, James nos revela uma atuação mais que brilhante (novamente) dirigida por um diretor que fielmente entende do assunto, formando assim, uma duplicidade do prazer nas telas.

Um Corpo Que Cai (Vertigo, EUA, 1958)Roteiro: Alec Coppel, Samuel A. Taylor
Direção: Alfred Hitchcock
Elenco: James Stewart, Kim Novak, Lee Patrick, Ellen Corby, Barbara Bel Geddes, Tom Helmore, Henry Jones, Raymond Bailey
Duração: 129 min.



E para finalizar, irei deixar a trilha sonora para que vocês possam curtir esta incrível resenha, post de divulgação.







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