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LOG #1525, B. Demetrius | Primeiras Impressões #05

Título: LOG #1525
Autor: B. Demetrius
Ano: 2017 /Páginas:
Editora: Chiado Editora
Se você está lendo isso é porque provavelmente este maldito cubo de gelo gigante me venceu. Ou pior! Virei motivo para as masturbações mentais dos burocratas da companhia. Merda! O treinamento especial na Amazônia, os anos na “geladeira” nos confins do sistema solar, minha ex-mulher – nada me preparou para isso. Nada! Acordei sob os destroços de um pod de sobrevivência, em um planeta gelado e escuro. Estou com uma puta ressaca de hipersono, um gosto horrível de metal na boca e essa desgraça de implante cibernético na minha cabeça não para de falar! É a mesma coisa que ter uma velha com Alzheimer com acesso garantido aos meus pensamentos. Trabalho fácil, pagamento gordo e um contrato com letras bem miúdas. Claro que eu iria me ferrar, claro! Droga, tudo que eu queria agora era um café…

Narrado em primeira pessoa, o livro apresenta os conflitos internos e as desventuras enfrentadas pelo "Major" — a figura que narra toda a situação — ao despertar em um planeta gelado, escuro e contando apenas com um microchip de inteligência artificial implantado em sua cabeça. Com o folhear do livro iremos nos deparar com situações adversas, sendo elas repletas de mistério, horror e desespero. Há muito o que ser explorado em Log #1525.

B. Demetrius e sua forma peculiar de invadir nossa mentalidade, esvair nossos pensamentos e colocar-nos a mercê de acontecimentos inesperados acerca de uma busca por resposta, abrigo ou simplesmente por segurança. Em Log #1525, o autor nos apresenta um Sci-fi impecável acerca da vida de um major que acordou em um planeta desconhecido, congelado e quase sempre escuro. Narrado sempre em primeira pessoa, o livro apresenta uma série de fatos e acontecimentos que nos são apresentados como páginas de um diário, o sentimento de estar com sempre "alguém ao lado" é constante durante a leitura, isso dá-se devido ao trabalho magistral do autor em um enredo muito bem construído e elaborado, onde a adrenalina, a respiração ofegante e o desespero estão sempre presentes.

"Se você está lendo isso é porque provavelmente este maldito cubo de gelo gigante me venceu" — Como você reagiria ao acordar em um planeta completamente congelado, onde os ciclos da lua não favorecem em nada sua busca por vida ou meios de saída? Essa é a questão que nos é imposta a todo momento durante a leitura de Log #1525.

Tendo uma narrativa contemporânea (atual) rica em detalhes — frisa-se os detalhes que ficaram impecáveis e supriram a possível carência que  o livro poderia ter sofrido se não lhe fossem impostas — o autor nos teletransporta para um universo alternativo e paralelo, completamente diferente daquilo que estamos acostumados a imaginar, e nos mostra o dia-a-dia de alguém que encontrou-se em desespero durante a busca pela própria salvação. O livro possui detalhes que o deixam interessantíssimo, um deles que vale ressaltar, é o implante cibernético na cabeça de nosso protagonista, que recebe o nome de Boris. Boris é a peça de comunicação e fuga da solidão completa, um microchip de computador capaz de escanear áreas, detectar presenças radioativas ou de outros seres que apresentarem ameaças. Com uma dose forte de adrenalina e suspense, log #1525 irá surpreende-lo, ao transporta-lo de seu aconchego para terras frias, escuras e perigosas.

Este é um dos melhores livros e indicações para leitura este ano, por dois motivos, sendo eles: 1. Este é o primeiro livro escrito pelo autor que já mostra-se promissor na arte da escrita, descrição e criação de cenários, mostrando-nos uma imaginação fértil para elaboração do suspense e da narrativa, ou seja, este é o primeiro de muitos outros livros que poderemos esperar de alguém que mostra uma extrema facilidade com a escrita, e claro, por se tratar de um Sci-Fi muito bem elaborado, construído e minuciosamente pensado. 

Estas são apenas as primeiras impressões do livro de estréia do autor. Pense comigo, se apenas as primeiras páginas desta obra me deixaram assim, imagine quando eu lê-la por inteiro? Aguardem brevemente uma resenha, e claro, uma entrevista com o autor (outra, caso você não tenha tido o privilegio de ter lido a primeira, clique aqui).
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