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Sobre alguma coisa que ainda não descobri

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Dai você acorda, se vê no espelho, gosta do que vê e acha que está tudo OK, até que algo acontece no seu dia e tudo muda. Do nada você começa a se sentir extremamente mal, mesmo que alguns segundos atrás você parecesse a pessoa mais completa, feliz e realizada do mundo. Num momento você está sorrindo com alguns amigos, rindo para os ventos e para as paredes, no outro, você está repleto de dor, mágoa e uma vontade imensa de chorar, isso tudo sem nenhum motivo aparente, porém, é assim que as coisas são.

Milhões de coisas se passam na cabeça de uma pessoa que sentia-se ou aparentava estar bem, principalmente, nada. Estar com a pessoa que se ama e ser incendiado por uma vontade de manda-la embora e querer ficar sozinho nos momentos em que mais precisamos de alguém, ou ignorar alguém que aparentemente quer nosso bem, uau, como somos mestres na arte do abandono de incapazes, incapazes de sermos repletos e cheios de nós mesmos, por que estamos sempre doando uma parte de nós para o outro — mesmo que de forma inconsciente ou inconsistente. 

Ser um ser incapaz de dizer sim quando queremos dizer ou simplesmente darmos as costas para as pessoas que aparentemente sabem o que estamos passando e querem nos ajudar, como já passei por isso. Houve momentos em que me senti incapaz de prosseguir com metas, sonhos e desejos pelo simples fato de não saber o porque. É sempre assim que acontece, em um momento estamos cheios de algo e no outro, cheios de nada, ou melhor dizendo, vazios. Estar consciente de que o estágio principal de abandono é causado pelo nosso ser e não pelo outro é crucial para termos um melhor entendimento sobre o que podemos ou não fazer para que nossa vida melhore, afinal, está tudo dentro de nós, sempre esteve, só não percebemos antes por que estávamos cegos de alguma forma, maneira ou razão desconhecida.

Sobre isso que não sei bem o que é, só tenho algo a dizer: O abandono que sentimos começa em nós e se intensifica na visão exteriorizada do mundo que nos ronda, ou seja, se sentir excluído e exilado de alguma forma da sociedade, só nos deixa mais afastados, o que por consequência, trás o abandono das outras pessoas que começarão a achar que não poderão se aproximar de nós, por que nossa linguagem corporal diz que não queremos ninguém ali naquele momento, mesmo que por dentro estejamos clamando por alguém que chegue e nos acolha com um abraço. É assim, tudo está em nós e sempre este. 
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