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Sobre o excedente emocional: Você não quer sentir raiva, mas alguma coisa você precisa sentir

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Desistir de tudo não é tão fácil quanto parece, o que pode ser fácil para você, pode ser o maior desafio para outros. Apontar os erros nas outras pessoas é sempre mais fácil que reconhecer os próprios, diz-se isso com todo saber do mundo acerca da sociedade, afinal, como é comum encontrarmos pessoas em situações de estresse em relacionamentos e no convívio social que poderiam simplesmente deixar tudo para trás e ter uma vida sem limitações emitidas por um convívio qualquer, porém, é sempre fácil para quem está de fora da equação apontar o erro, porém, quando a situação é conosco, nunca sabemos como reagir, afinal, quem em sã consciência consegue seguir o próprio conselho de abandonar alguém que nos traiu ou mentiu para nós, quando existe toda uma história, uma linha do tempo e uma vida vivida com aquela pessoa, e aquele, é apenas um dos vários momentos? Se formos refletir, é apenas um momento ruim para um milhão de outros bons, porém, nunca pensamos assim quando se trata de nós mesmos.

Quando nos isolamos das demais pessoas porque acreditamos que encontramos a pessoa certa, a primeira coisa que nos ocorre é evitar um contato emocional mais aprofundado com outra pessoa — talvez isso seja sábio, talvez não — nunca sabemos como reagir quando uma segunda pessoa desperta em nós um sentimento de paixão, amor, carinho e cumplicidade, é tão estranho ver outra pessoa notar em nós nossas qualidades, quando a primeira demorou tanto tempo para aparecer. Alguns dizem que encontrar uma segunda pessoa após encontrar a primeira é apenas um obstaculo que a vida nos impõe para impedir-nos de ser feliz com a primeira pessoa, porém, existe aquela sábia frase que diz que se você está apaixonado entre duas pessoas, escolha sempre a segunda, por que se você realmente estivesse apaixonado pela primeira, você não teria uma segunda opção, porém, nunca sabemos qual o certo para nossa vida, afinal, é tudo tão novo  e parece ser tudo tão bom — Como eu gostaria que esta segunda pessoa tivesse surgido primeiramente em minha vida, afinal, a primeira já não supre meus desejos e vontades como antes, porém, ela foi a primeira oportunidade que surgiu e que agarrei, porém, irei valoriza-la. Será este um pensamento correto? O que fazer diante de uma situação onde não sabemos o que sentir? Talvez devêssemos sentir raiva, porém, nunca sabemos de quem sentir. Devo sentir raiva de mim por ter me apaixonado por uma segunda pessoa, por estar confuso, por não saber o caminho ao qual me devo me submeter, ou devo odiá-lo por simplesmente fazer com que eu acredite em cada palavra cega que sai de sua boca? Nós nunca queremos ser nada, sempre queremos ser imparciais quando trata-se de nós mesmos, porém, o próprio amor não é imparcial e nos impõe algumas regras, e a primeira dela é mudar seu pensamento, pois quando estamos apaixonados, passamos a pensar mais noutra pessoa do que em nós mesmos, então, podemos dizer que nós nunca conseguiremos chegar à um consenso unanime entre alma, coração e cérebro, nenhum deles trabalha junto ou colabora um com o outro, como seria bom se tivéssemos o dom e o poder de mudar todo o nosso pensamento, sonho e futuro para aquilo o que temos vontade.

Você não quer sentir raiva, porém, alguma coisa você tem que sentir. 

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