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Vamos falar sobre o hábito de leitura

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Qual foi a última coisa que você leu hoje? Provavelmente foi uma placa de um carro, o talão de alguma  conta, um boleto ou qualquer coisa em um outdoor qualquer. Todos os dias entramos em contato com uma onda massiva de escrita, a maioria delas — se não todas —, ligadas de uma forma ou de outra à publicidade, afinal, todos os produtos necessitam de um destaque a parte para que possam vir a ser notados pela maioria, porém, de tudo o que você leu hoje: Alguma coisa estava de alguma forma ligada à literatura? ou melhor, sabendo que nem todo livro é literário, vamos reformular — alguma das leituras realizadas por você hoje no decorrer do seu dia, estavam ligadas à um livro em específico? Quando foi que você leu seu último livro? Destes livros, quantos eram nacionais? Destes nacionais ou destes poucos lidos, quantos foram escritos por mulheres? — Não me responda, a resposta me preocupa antes mesmo de vir a tona.

O dado mais preocupante que talvez envolva minha família hoje em dia é o hábito da leitura que é muito pouco praticado. Um dia fui ao shopping com uma prima que por sinal, é muito educada e estudada — nota-se por seu vocabulário —, porém, apresentava um problema seríssimo quando o assunto era leitura, até mesmo para ler outdoor, placas e avisos em placas de trânsito, era como se ela só soubesse o que estava sendo anunciado pelos desenhos, cheguei a cogitar a hipótese de que talvez ela pudesse ser analfabeta, mas, não, era só negligência, preguiça e falta de auxílio para iniciar ou perseverar com leituras contínuas, que segundo ela, davam sono.

Eu não sei identificar o que é mais preocupante, se são as pessoas que não possuem o hábito de ler, ou se são as que leem com frequência, porém, não possuem um senso crítico aguçado, assim provocando, uma ausência de capacidade de processar, discernir, julgar ou elaborar um julgo concreto acerca de uma interpretação de texto formulada em dados concretos relacionados ao tópico lido anteriormente. 

Clubes de leitura, leituras compartilhadas, blogagens coletivas e até mesmo encontro com leitores em livrarias, espaços culturais, urbanos ou quaisquer eventos literários do gênero, não tem surtido mais efeito dentro de uma sociedade que enxerga, vê, anda e fala como se a literatura fosse verborrágica. Vivemos em uma sociedade onde ler um livro é ser considerado intelectual ou "cabeça", por que a maioria sabe reconhecer que este hábito possui grandes frutos na vida daqueles que o praticam, porém, por que não praticam também se estão cônscios de seus benefícios? 

Ler um livro é visto e taxado como uma obrigação pela maioria, principalmente pelos recém-formados que acreditem ou não, criaram pavor de livros grandes, pequenos, ou de qualquer livro que tenha mais que duas ou três palavras. As palavras que seduzem o homem não estão presentes na literatura, ao menos, não da forma como gostariam que estivesse, por que até no momento crucial de contato com a cultura, as pessoas pensam em si e nos seus interesses, porém, mau sabem elas que o interesse pela literatura desperta e abre portas e horizontes que outras pessoas não possuem.

Só nos resta agora, incentivar. Incentivar todas as pessoas com as quais temos contato para que elas possam ver em nós, o prazer da literatura. "Renovar" a cara da literatura e mostrar para todos que isso deveria ser um hábito de todos, e não apenas um hábito de alguém "nerd", é crucial para revertermos o preconceito acerca da literatura. 

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