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[ENTREVISTA] Bruno Guimarães, autor de "Éden"

Bruno Guimarães | Facebook | Divulgação

Bruno Guimarães (25) é carioca, escritor e leitor assíduo. — A vontade que reverbera em meu coração é mudar a literatura brasileira — Apaixonado por psicologia e literatura, Bruno sonha um dia em mudar a cara do cenário literário brasileiro para uma realidade alternativa onde todos possam apreciar de forma incontestável seu valor cultural para a sociedade. Atualmente, cursa RH e nos revela um pouco de sua vida e escrita em “Éden”, um conto no Wattpad que ultrapassa quatro mil leituras. 

RELEASE: ÉDEN é uma facção criminosa, criada pelo personagem Nicolas Rusticher no Rio de Janeiro, com apenas um único objetivo: "Fazer sangrar todos aqueles que estão dentro do mundo LGBT". Só existe um obstáculo para o Nicolas que ele precisa urgentemente resolver. Entre todos os gays que ele já matou, por que irrevogavelmente ele não consegue assassinar o Gael? Um cara que fez apenas parte da sua infância quase esquecida. No ÉDEN existem 4 integrantes, incluindo o Nicolas, e todos eles usam máscaras no momento das suas execuções. Eles são: "O Cavalo, O Coelho, O Palhaço e o Soldado. O Cavalo representa o início da depressão. O Coelho representa a promiscuidade das traições. O Palhaço representa o desrespeito entre tudo e todos, e o Soldado representa a luta pela liberdade.

1. Quando você percebeu que seu destino era se tornar um escritor?

Desde pequeno eu escrevia em pedaços de papel, e mostrava a minha tia que amava todos os meus textos e histórias. Ela me incentivou muito, não só na escrita, mas em todas as áreas. Ela dizia que eu um dia faria muito sucesso. Eu espero que este sucesso, se algum dia realmente acontecer, não seja benéfico não só para mim, mas para todos em minha volta.

2. De onde vem os personagens? São frutos de muita imaginação ou são baseados em pessoas reais?

São imaginários. Eu começo projetando todos eles passo a passo. Primeiro passo o nome. Segundo passo a personalidade. E terceiro passo o seu percurso no trama. Eu gosto de nomes fortes e chamativos. Nomes que grudem na cabeça do leitor para não esquecer. Então, até os nomes eu coloco significados e intensidade.

3. Quais seus autores favoritos? Estes livros de alguma forma, influenciaram diretamente na sua escrita?

Dan Brown é o cara. Eu o considero o rei da literatura. Ele é fantástico. A habilidade dele de enganar o leitor é surpreendente. Ele me influencia demais. Eu também gosto de Paulo Coelho, um homem que me fez refletir muito em seus livros. Ele é fantástico. Qualquer coisa que os dois publicar eu com certeza irei ler sem pensar duas vezes.

4. Já aconteceu de você conhecer alguém que leu sua obra, ou que estava lendo?

Já sim. A Perlla eu conheci no meu trabalho e ela leu o meu livro por engano e acabou se tornando fã do ÉDEN, e após isso viramos grandes amigos. Ela me incentiva, e me ajuda bastante. Ela adora a forma como eu escrevo. Eu me divirto muito com ela.

5. Atualmente uma das maiores dificuldades encontradas por autores é publicar o livro no formato físico, até mesmo pelos valores altíssimos cobrados por algumas editoras. Você encontrou alguma outra dificuldade para publicar ou desenvolver sua obra?

Posso adiantar que eu estou me comunicando agora com duas editoras que me responderam. E eu estou super feliz, porque o ÉDEN tem possibilidades de se tornar físico. Então, vamos torcer que isso realmente aconteça.

Leia 'Éden" no Wattpad.
6.  Você costuma recorrer á opiniões de terceiros durante o processo de escrita de um livro? Se sim, por que?

Eu não costumo recorrer a opiniões. Mas quando eu faço isso eu consulto a minha Irmã, a Thais Guimarães, eu confio na opinião dela.

7.  Quanto tempo demorou até que seu livro estivesse finalmente finalizado?

O ÉDEN está na reta final. Como ele é um livro virtual, e está na plataforma Wattpad, então a mecânica do sistema me dar o poder de desenvolver os capítulos e postá-los em dias alternados para atiçar os leitores. Mas o ÉDEN já está finalizado. E eu demorei 2 meses escrevendo todos os dias. Foram muitas dores de cabeça. MUITAS!

8. Pretende escrever outros livros dentro do gênero do primeiro livro?

Sim. Mas eu quero arriscar. Eu quero ampliar a minha habilidade. Eu não quero ficar preso a um padrão. Muitos autores fazem isso, ficam presos a um padrão único de gênero e não sai dele, tornando as histórias repetitivas. Eu quero avançar, eu quero a literatura brasileira rica. Esse é o meu principal objetivo no mundo literário.

9. Qual o pior inimigo de um autor?

Medo. O medo bloqueia o processo criativo. Se o autor ficar com medo de arriscar, ele se mantém no mesmo lugar. Ele não avança. Ele precisa colocar a cara para fora da janela, e ver o resultado. Se ele vai ganhar aplausos ou se vão jogar tomates nele isso vai depender da determinação que ele colocou em seu trabalho. Por favor, meu querido autor vença o seu medo, e arrisque. Vale a pena.

10. O que você faz quando uma ideia maravilhosa surge enquanto você está fora de casa e precisa registrar aquela ideia?

No meu celular eu anoto tudo. E foco na ideia até chegar em casa. Sério, eu ando na rua produzindo em minha mente toda as cenas, significados, personagens, o trama, eu não paro de pensar e gerar ideias. Eu acho que o autor ele precisa de muito foco no trabalho dele. Dentro e fora de casa. Por isso é sempre bom andar com um bloco de notas.

11. Você acha que escrever enquanto se ouve uma trilha sonora de fundo, dá inspiração ou atrapalha?

Depende muito de como a pessoa considera mais confortável. Eu antes de escrever eu fico ouvindo música, fingindo ser o personagem. Eu faço muito isso, dar muito certo. Você fingir que é o personagem e começar a falar e agir como o próprio personagem na cena. Eu me sinto um esquizofrênico, mas me ajuda muito.

12.  De tudo o que você já escreveu, tem algo em especial que se orgulhe? Algum trecho, personagem ou terra?

"O dia da colheita ainda não chegou. Você foi embora e feridas se abriram em mim. Filhos de Afrodite não desistem quando estão com o coração transbordando. E eu disse que nunca deixaria a última rosa cair. A terra já parece morta. E só há um ser com 4 pétalas tentando sobreviver em meio ao deserto. Eu estou sentado a sua frente usando as minhas lágrimas para não deixá-la cair. Sim, eu prometi. E não irei descumprir. Enquanto ainda houver oxigênio percorrendo em meus pulmões. Eu não deixarei a última rosa cair."
Me emociono toda vez que leio esse trecho escrito para o meu livro de poesias que se chama "A Última Rosa" que eu já terminei, e que também se encontra no Wattpad. É muito especial pra mim porque eu escrevi para uma pessoa que já faleceu.

13. Como foi a recepção do seu público com relação à sua escrita? Você acha que se surgisse a oportunidade de vendê-lo para fora do país, a recepção seria mesma?

A recepção é sempre surpreendente para mim, porque eu sou totalmente inseguro mesmo eu sabendo que eu escrevo bem. As pessoas amam os meus textos, e sempre me elogiam. E assim, eu sempre fico sempre sem graça. Mas eu gosto bastante. E sobre o mercado internacional, eu posso falar que eu sempre imagino sim um sucesso das minhas obras em outros países, e eu posso admitir que sim eu acredito que a recepção seria a mesma que aqui. Netflix, se estiver lendo isso aqui, eu tenho ótimas ideias para série.
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