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[ENTREVISTA] Fernando Mello, autor de "A garota por quem me apaixonei"

Fernando Mello | Facebook | Divulgação

Fernando Mello, nasceu em 1990, autor dos livros "Uma Nova Chance" "Sob o Domínio do Silêncio" e "A garota por quem me apaixonei", é de Fortaleza-Ceará, Bacharel em Administração pela Unip. Trabalha na área de PCP. Resenhista, Colunista e Coordenador de Antologias para o Wattpad do site Arca Literária. É completamente envolvido pela arte da escrita que é uma forma de expressar tudo aquilo que ele silencia. Almeja realizar tudo o que idealizou para sua vida tanto na área profissional como pessoal. Além de seu amor pelos livros ele também ama séries de TV e filmes.

1. Quando você percebeu que seu destino era se tornar um escritor?

Resposta: Falar assim com total certeza, não posso, porém, foi com o passar do tempo, pois começou na minha infância, quando eu assistia a algum filme e logo em seguida eu escrevia tudo o que tinha visto nele na exata sequência de cenas, simplesmente pelo motivo de amar fazer aquilo. E com o passar dos anos comecei a escrever textos e canções de própria autoria – canções essas que somente eu tenho acesso. E a fazer diários, foi a partir dessas situações que vi que eu tinha aptidão para escrita. Então após publicar meu primeiro livro "Uma nova chance" e receber feedback posito, até o então eu sabia que tinha aptidão, no entanto, não tinha noção de que realmente tinha talento para a coisa, escrevia por amor, daí após isso vi a possibilidade de expandir esse dom e estou nessa até hoje. 

2. De onde vem os personagens? São frutos de muita imaginação ou são baseados em pessoas reais?

Resposta: Quando a ideia da história chega na minha cabeça, geralmente ela vem através do personagem que acaba sendo o principal e é a partir do ponto de vista dele que crio a trama, para construir os outros, eu pego personalidades do cotidiano mesmo, obervo as pessoas ao meu redor, traços, jeitos, formas de pensar, traço um perfil para cada personagem e trabalho em cima.
"A garota por quem me apaixonei"
Leia a resenha completa desta obra

3. Quais seus autores favoritos? Estes livros de alguma forma, influenciaram diretamente na sua escrita?

Resposta: Assim, não sou muito de mim inspirar em autores que gosto, prefiro procurar ter um estilo próprio - se eu consigo ter, aí são outros 500. Porém, meus autores favoritos são Nicholas Sparks, Dan Brown, Eduardo Spohr e entrando na lista recentimente a nossa brasileira Rô Mierling.

4. Já aconteceu de você conhecer alguém que leu sua obra, ou que estava lendo?

Resposta: Sim. Muitas vezes. Uma dessas vezes uma leitora conversando comigo me fez quase chorar, sobre “Uma nova chance”, relatando um ocorrido na vida dela e que quando leu a cena no livro se emocionou, e isso foi gratificante de saber que houve uma identificação. Outra vez foi de uma vlogueira/blogueira que fez a resenha de “Sob o domínio do silêncio” que até agora para mim foi a que mais me tocou, porque ela amou, e expressou isso de forma tão sincera que deu para sentir o sentimento fluir para fora do vídeo. E o mais recente foi numa viajem que fiz para o Piauí onde um policial tivera lido "A garota por quem me apaixonei" e ele almoçava num bar/restaurante de uma tia minha e lá ele me viu e meio que deu um ataque de fã, dizendo que tinha lido o livro em uma tarde e tinha gostado bastante, relatou as cenas que mais gostou, etc. Foi divertido.

5. Atualmente uma das maiores dificuldades encontradas por autores é publicar o livro no formato físico, até mesmo pelos valores altíssimos cobrados por algumas editoras. Você encontrou alguma outra dificuldade para publicar ou desenvolver sua obra?

Resposta: Sim. Uma nova Chance, foi meio complicado, na época eu não tinha experiência nesse mundo literário ou pessoas para me guiarem, não sabia o que era editora comercial ou prestadora de serviço. Acabei por contratar uma prestadora de serviço onde tive que desembolsar bastante dinheiro, e foi difícil, porque eles não divulgam. É você se virar na divulgação e vendas, e os posteriores tiveram problemas com Editora que não cumpria prazos entre outras coisas necessárias para a publicação de uma obra.

6.  Você costuma recorrer á opiniões de terceiros durante o processo de escrita de um livro? Se sim, por que?

Resposta: Sim. Tenho três leitores Beta, e toda vez que mostro algo novo para eles, sempre tem alguma coisa que passou despercebido ou que faltou e que eles notam, e sim, se eu vê que realmente precisa da alteração eu faço. “Sob o domínio do Silêncio” passou pelos os três e houveram modificações cruciais graças as observações deles e que tornaram a história até melhor. É por esse motivo que é bom ter opinião de terceiros.

7.  Quanto tempo demorou até que seu livro estivesse finalmente finalizado?

Resposta: Tem história que dura seis meses, outra que dura cinco anos para ser finalizada. Vai depender muito do que será tratado na trama. Exemplo: “Sob o domínio do silêncio” demorou 5 anos para eu finalizar, sendo que 4 desses 5 anos foram só de pesquisas, conversas com pessoas que passaram por abuso sexual, pesquisas sobre psicologia pós traumática, etc. Já “Uma nova chance” foram 6 meses, porque é um romance adolescente, embora não seja vago e exigisse pesquisas ele foi menos trabalhoso de se escrever, e o mesmo para “A garota por quem me apaixonei”.

8. Pretende escrever outros livros dentro do gênero do primeiro livro?

Resposta: Sim. Na verdade tenho vários romances engavetados, pelo motivo de achar que ainda não é a hora deles serem mostrados, assim como tenho outros fora do gênero, tipo estou escrevendo uma distopia que meus betas acham ser o melhor de todos que já escrevi, porém, por causa do gênero, creio que não vou arriscar lançar ele algum dia.

9. Qual o pior inimigo de um autor?

Resposta: O bloqueio literário. Asism como também a falta de humildade quando recebe feedback negativo, além da falta de reconhecimento do trabalho de quem divulga sua obra, como vlogues, blogs, pessoas que têm o trabalho de escrever resenhas em redes sociais.

10. O que você faz quando uma ideia maravilhosa surge enquanto você está fora de casa e precisa registrar aquela ideia?

Resposta: Sempre ando com um bloco de papel, lápis, canetas dentro da mochila (risos) quando não, uso o bloco de notas do celular. Mas nunca deixo uma boa ideia passar em vão.

11. Você acha que escrever enquanto se ouve uma trilha sonora de fundo, dá inspiração ou atrapalha?

Resposta: É uma técnica infalível para mim. Antes de começar a escrever algo, sempre faço um cronograma e é a partir dele que vejo que músicas cabem em tal momento da obra durante sua criação, geralmente são apenas as versões instrumentais, pois tem vezes que a música cantada pelo artista pode atraplhar pelo fato de você ficar acompanhando a letra enquanto ouve.

12.  De tudo o que você já escreveu, tem algo em especial que se orgulhe? Algum trecho, personagem ou terra?

Resposta: Sim. “Sob o domínio do silêncio”, pois a considero bem estruturada e delineada, além de conter uma história que tira o leitor da zona de conforto, e por ser bem realista. 

13. Como foi a recepção do seu público com relação à sua escrita? Você acha que se surgisse a oportunidade de vendê-lo para fora do país, a recepção seria mesma?

Resposta: Até o presente momento a maioria está amando, desde o romance ao suspense policial, ambos estão sendo bem aceitos pelos leitores que sempre me retornam com feedbacks positivos, claro que existem pontos em que alguns não gostaram de tal coisa que teve no livro, ou tal rumo que a história levou, porém, de forma geral, está sendo bem aceito. A questão de levar para o exterior... para ter um efeito similiar seria necessário um trabalho de marketing bem geito, pois, veja bem, se aqui no Brasil autor nacional tem pouco crédito com os leitores, imagina fora dele?! Você tem de ser 
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