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[ENTREVISTA] Wellington Sousa, autor de "Eu quero que ela morra"

Welligton Sousa | Facebook | Divulgação

Wellington Oliveira, 24 anos, autor das obras "Sobre Mães, Filhos, Esposas & Maridos" (editora Aped), "Ghattu" (editora Multifoco), "Paulo Thomas Gaspar" (Amazon Kindle), "Eu Quero Que Ela Morra" (publicação independente), dentre outras obras para publicação virtual e contos publicados em coletâneas diversas.

1. Quando você percebeu que seu destino era se tornar um escritor?
Acredito que desde muito cedo. Escrevi minha primeira "estória" quando eu tinha 6 anos de idade. Era sobre uma fada que ajudava as pessoas. Só três frases, mas já era uma narrativa fictícia.

2. De onde vem os personagens? São frutos de muita imaginação ou são baseados em pessoas reais?

Muita coisa que eu escrevo, muitos personagens são baseados em mim, nas experiências que vivo, em pessoas que conheço. Este livro em particular que divulgo agora "O Jardineiro Amado", conta com personagens totalmente inventados. Posso dizer que, para o bem ou para o mal, nunca tive perto de mim pessoas com tal nível de loucura ou sexualidade desenfreada como os personagens que criei para esta obra. 

3. Quais seus autores favoritos? Estes livros de alguma forma, influenciaram diretamente na sua escrita?

Admiro o trabalho de muitos autores, mas agora vem até a minha mente o Ira Levin. Dentre vários livros, ele escreveu "O Bebê de Rosemary" que é simplesmente um clássico eterno do gênero terror/ suspense e também o único livro que me prendeu o suficiente para que eu lesse todo de uma vez só, em uma única madrugada. Certamente a forma como o Ira Levin constroi o clima de suspense tão perfeitamente envolvente me influenciou para construir os trechos onde o suspense se torna denso em "O Jardineiro Amado".

4. Já aconteceu de você conhecer alguém que leu sua obra, ou que estava lendo?

Já tive leitores que me chamaram pelo chat do Facebook após comprar e ler livro meu para contar como foi. Também já aconteceu de chefe meu comprar meu livro sem que eu soubesse e de repente surgir me dizendo que estava lendo. Sem dúvida é um dos melhores momentos da árdua jornada que é escrever um livro: ter o retorno do leitor. É maravilhoso. Afinal, autores não escrevem para gavetas vazias. Escrevemos para sermos lidos. 

5. Atualmente uma das maiores dificuldades encontradas por autores é publicar o livro no formato físico, até mesmo pelos valores altíssimos cobrados por algumas editoras. Você encontrou alguma outra dificuldade para publicar ou desenvolver sua obra? 
"O Jardineiro Amado" é uma obra que eu fui escrevendo desde o início no Wattpad e disponibilizando aos poucos por lá. Hoje se encontra completo para leitura grátis nesta plataforma virtual. No fundo, acredito que o que me levou a optar por esta plataforma gratuita de publicação foi a real dificuldade de publicação citada na pergunta. É realmente muito difícil ter as portas de editoras abertas para o seu livro. Por enquanto eu só posso torcer e esperar por um mudança neste
cenário. 

6.  Você costuma recorrer á opiniões de terceiros durante o processo de escrita de um livro? Se sim, por que?
Não. Sou egoísta na minha escrita. É o meu mundo, o meu universo. Respeito, mas sinceramente não entendo autores que vão nas redes socias pedir nomes para os seus personagens, para título. Afinal, quem sai pelas ruas pedindo para que as pessoas deem um nome para o seu filho? A criação é algo muito íntimo para mim.

Livros escritos por Welligtron Sousa 

7.  Quanto tempo demorou até que seu livro estivesse finalmente finalizado?

Como eu disse anteriormente, eu fui escrevendo aos poucos. Talvez tenha levado cerca de dois ou três meses.

8. Pretende escrever outros livros dentro do gênero do primeiro livro?

Eu já passeei por vários gêneros literários. Eu classifico "O Jardineiro Amado" como um suspense erótico, na mesma vibe da trama de filmes famosíssimos como "Atração Fatal" ou "Instinto Selvagem". Eu simplesmente parei um dia para refletir que este era um dos poucos gêneros que eu não havia visitado ainda e assim fiz o desafio para mim mesmo. Foi ótimo. Adorei criar uma trama com estes traços ao mesmo tempo sensuais e misteriosos. Sem dúvida eu visitaria o gênero novamente. 

9. Qual o pior inimigo de um autor?

A insegurança. O grande autor de novelas de imenso sucesso, João Emanuel Carneiro, uma vez já disse que ele sempre acredita que está contando a melhor estória do mundo, porque se ele mesmo não acreditar no potencial de sua obra, ninguém mais vai acreditar. Eu sigo da mesma filosia e sempre acredito que estou escrevendo o melhor livro de todos. É como deve funcionar. 

10. O que você faz quando uma ideia maravilhosa surge enquanto você está fora de casa e precisa registrar aquela ideia?

Se uma ideia vem e é boa de verdade, eu não preciso registrar porque eu recordo por dias. Fica ecoando na minha cabeça. Se vem e depois eu esqueço é porque não era assim algo tão válido. 

11. Você acha que escrever enquanto se ouve uma trilha sonora de fundo, dá inspiração ou atrapalha?

Acredito que inspira, mas para mim só se for apenas instrumental. Eu me desconcentro um pouco se houver letra, palavras sendo cantadas. 

12.  De tudo o que você já escreveu, tem algo em especial que se orgulhe? Algum trecho, personagem ou terra?

Acredito que posso dizer que me orgulho da personagem Linda Riviera que criei para o meu livro "Eu Quero Que Ela Morra". Ela é a persoagem principal e também a grande vilã, mas eu quis escrever uma vilã complexa. Ela faz as suas maldades, mas dialoga com o leitor o tempo todo para convencê-lo de que as suas ações horrendas tem um propósito justificável. Tenho muito orgulho da complexidade dela. Definitivamente não é mais uma vilã qualquer dentre milhares. 

13. Como foi a recepção do seu público com relação à sua escrita? Você acha que se surgisse a oportunidade de vendê-lo para fora do país, a recepção seria mesma?

A recepção de "O Jardineiro Amado" foi muito positiva, felizmente. Passou a marca de 2.300 leituras contabilizadas. Há muitos comentários registrados. 
Enquanto eu escrevia eu lia coisas do tipo "Continuaaaaa", "Estou muito curiosa". Quem começa a ler se envolve mesmo com a trama e por isso eu acredito que  seria bem recebido internacionalmente igualmente, uma vez que essa sensação gostosa de ser capturado para o mundo fictício de uma estória é algo universal. 
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